Perder um ente querido é um momento delicado, e as decisões financeiras que o acompanham podem tornar tudo ainda mais difícil. No Brasil, o setor funerário movimenta bilhões de reais todos os anos, com custos de um funeral que partem de R$ 3 mil e podem ultrapassar facilmente os R$ 45 mil em opções premium, dependendo das escolhas da família e da localidade.
O valor final de um funeral é composto por diversos itens. O caixão ou urna é geralmente o item de maior peso no orçamento, com modelos que vão de opções simples a versões de luxo, fabricadas com madeiras nobres e acabamentos sofisticados. Os preços variam de centenas a milhares de reais.
Outros custos incluem o translado do corpo, a preparação (tanatopraxia), o aluguel da sala de velório, taxas de cemitério para sepultamento ou cremação, além de despesas com flores e vestimentas. A soma de todos esses serviços pode gerar um impacto financeiro inesperado para a família enlutada.
Plano funerário: como se preparar?
Para evitar um gasto repentino e de alto valor, muitas pessoas recorrem aos planos de assistência funerária. Esses planos funcionam de forma semelhante a um seguro: paga-se uma mensalidade para garantir que toda a organização e os custos do funeral sejam cobertos pela empresa contratada quando necessário.
Existem opções individuais e familiares, que costumam incluir o titular, cônjuge, filhos e até pais ou sogros, dependendo do contrato. Os valores mensais variam, mas geralmente ficam entre R$ 35 e R$ 150 para planos familiares, tornando o serviço acessível para grande parte da população.
Ao contratar um plano, é fundamental verificar alguns pontos para não ter surpresas. A cobertura detalhada especifica quais serviços e produtos estão inclusos, como o tipo de urna, o limite de quilometragem para o translado e o padrão das flores. É importante ler atentamente o contrato.
A abrangência geográfica também é um fator relevante. Alguns planos têm cobertura apenas municipal ou estadual, enquanto outros oferecem assistência em todo o território nacional. Para quem viaja com frequência ou tem familiares em outras cidades, um plano nacional é mais indicado.
Por fim, verifique o período de carência. A maioria dos planos exige um tempo mínimo de contribuição antes que os serviços possam ser utilizados, geralmente variando de 90 a 180 dias. Essa medida impede que a contratação seja feita apenas em situações de emergência iminente.









