O resgate de uma jovem mantida em cárcere privado pelo ex-companheiro em Águas Lindas de Goiás acendeu um alerta na região. O caso de Emiliane Tamara Nunes Carvalho, que passou cinco dias acorrentada e amordaçada, reforça a importância de conhecer os canais de denúncia e a rede de apoio disponíveis para mulheres em situação de violência no Entorno do Distrito Federal.
A denúncia é o primeiro e mais crucial passo para interromper o ciclo de abuso. Saber onde e como pedir ajuda pode salvar vidas. A estrutura de proteção envolve desde o atendimento emergencial até o suporte psicossocial para a reconstrução da vida da vítima.
Denúncia em Águas Lindas e região
Para situações de emergência, o primeiro contato deve ser com a Polícia Militar, pelo número 190. A ligação é gratuita e o atendimento é imediato, sendo essencial quando a mulher corre risco de vida.
Para um atendimento especializado e registro formal da ocorrência, o caminho é a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). Essas unidades são preparadas para acolher a vítima de forma humanizada, ouvir o relato e iniciar a investigação. Diversas cidades do Entorno contam com unidades especializadas. Caso não haja uma DEAM em seu município ou ela esteja fechada, a denúncia pode ser feita em qualquer delegacia de polícia.
Outros canais fundamentais são o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) e o Disque 100 (Disque Direitos Humanos). Ambos funcionam 24 horas por dia, todos os dias da semana, com ligações gratuitas e confidenciais. Por meio deles, é possível receber orientação, fazer denúncias e obter informações sobre os serviços mais próximos. Verifique também os canais digitais, como sites e aplicativos da Polícia Civil do seu estado, que podem permitir o registro de ocorrências online.
Apoio psicológico e social
Além do suporte policial, a rede de proteção oferece amparo para que a mulher consiga se reestruturar. Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) são a porta de entrada para esse tipo de ajuda.
Essas unidades oferecem acompanhamento com psicólogos e assistentes sociais, que auxiliam a vítima a superar o trauma da violência e a acessar programas sociais. Em casos de risco extremo, a rede de proteção pode encaminhar a mulher e seus filhos para casas-abrigo, locais seguros e sigilosos.
Ao registrar a ocorrência, a vítima também pode solicitar medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha. A Justiça pode determinar o afastamento do agressor do lar e a proibição de qualquer tipo de contato, garantindo a segurança da mulher enquanto o processo corre.









