Com a divulgação do cronograma oficial do 48º Exame de Ordem, a contagem regressiva para a primeira fase, marcada para 10 de janeiro de 2027, começou. Para milhares de bacharéis e estudantes de Direito, este é o momento de transformar a ansiedade em ação. Montar um plano de estudos bem estruturado é o passo mais importante para garantir um bom desempenho na prova objetiva — composta por 80 questões e que exige um mínimo de 40 acertos para a aprovação — e se aproximar da tão sonhada carteira da OAB.
A organização é a chave para cobrir o extenso conteúdo exigido. Considerando o período entre a publicação do edital, prevista para 21 de setembro de 2026, e a data do exame, o ideal é criar uma agenda de estudos que equilibre teoria, resolução de questões e revisões periódicas. Sem um roteiro claro, o candidato corre o risco de focar demais em algumas disciplinas e negligenciar outras igualmente importantes, comprometendo o resultado final.
Como montar um cronograma de estudos eficaz
O ponto de partida é um diagnóstico honesto sobre seus pontos fortes e fracos. Faça um simulado ou analise provas anteriores para identificar as matérias em que você tem mais dificuldade. Com essa análise em mãos, fica mais fácil distribuir o tempo de forma estratégica, dedicando mais horas às áreas que exigem maior atenção.
Concentre a maior parte do tempo nas disciplinas com mais peso no exame. Disciplinas como Ética Profissional, Direito Constitucional, Administrativo, Civil e Processo Civil costumam ter um número maior de questões e merecem prioridade. Distribua as matérias ao longo da semana de forma realista, mesclando temas que você domina com aqueles que considera mais desafiadores para manter a motivação.
Estratégias para otimizar a revisão
A preparação para a OAB não deve se limitar apenas à leitura de materiais teóricos. A resolução de provas de edições passadas é uma ferramenta crucial. Essa prática ajuda a fixar o conteúdo, a entender o estilo de cobrança da banca examinadora e a gerenciar melhor o tempo durante a avaliação.
Crie uma meta diária ou semanal de resolução de questões. Ao corrigir os exercícios, anote os erros e revise os tópicos correspondentes. Esse método de estudo ativo é mais eficiente do que a simples releitura passiva de resumos. Além disso, a leitura da chamada “lei seca” é indispensável, pois muitas respostas estão diretamente no texto da legislação.
Nas semanas que antecedem o dia da prova, a revisão deve ser intensificada. Foque nos principais conceitos, nas súmulas dos tribunais superiores e nos pontos que você mais errou ao longo da preparação. Manter a consistência e o foco nesta reta final é o que diferencia os candidatos que chegam mais bem preparados.










