O reajuste de 15,04% no Bolsa Família, que eleva o valor mínimo do benefício de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro de 2026, deve custar R$ 22 bilhões aos cofres públicos em 2027. A medida, prevista na Lei nº 14.601/2023, corrige a inflação acumulada (INPC) entre junho de 2023 e agosto de 2026. A projeção faz parte dos cálculos do governo federal e acende um alerta sobre o equilíbrio das contas públicas no próximo ano.
Impacto no arcabouço fiscal
O valor de R$ 22 bilhões representa uma pressão adicional sobre o orçamento de 2027. A equipe econômica precisará encontrar espaço dentro das regras do novo arcabouço fiscal para acomodar a despesa extra sem comprometer as metas de resultado primário estabelecidas para o ano.
Na prática, isso pode significar a necessidade de cortes em outras áreas do governo ou um esforço para aumentar a arrecadação de impostos. O desafio é conciliar o aumento do gasto social com a responsabilidade fiscal prometida, um dos pilares da atual política econômica.
A discussão sobre o custo do Bolsa Família deve ganhar força nos próximos meses, quando o governo enviar ao Congresso Nacional o projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027. O texto detalhará de onde sairão os recursos para cobrir essa e outras despesas previstas.
Para as 19,3 milhões de famílias atendidas pelo Bolsa Família, o novo valor de R$ 691 representa um alívio importante no orçamento doméstico. O reajuste visa garantir maior poder de compra diante da alta no preço de alimentos e outros itens essenciais, ajudando a combater a insegurança alimentar.








