BOLSA FAMÍLIA

AGU defende reajuste do Bolsa Família: "Não cria benefício novo"

Instituição aponta que legislação vigente autoriza Executivo a corrigir valores dos benefícios

Decreto com reajuste de 15% eleva o valor do piso do benefício por família de R$ 600 para R$ 691 -  (crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado)
Decreto com reajuste de 15% eleva o valor do piso do benefício por família de R$ 600 para R$ 691 - (crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado)

A Advocacia-Geral da União (AGU) emitiu uma nota defendendo o reajuste no Bolsa Família anunciado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O decreto com reajuste de 15% do programa foi publicado nesta quinta-feira (17/9) e eleva o valor do piso do benefício por família de R$ 600 para R$ 691. 


“O decreto não cria benefício novo, tampouco altera os critérios de acesso ao programa, apenas impede que a inflação reduza a proteção devida às famílias em situação de vulnerabilidade”, afirma.

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A instituição aponta que a medida tem como finalidade “recompor o valor real de benefícios que não receberam qualquer correção desde a instituição do novo modelo do programa, em março de 2023”. 



Segundo a AGU, a atualização aplica a variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), entre março de 2023 e agosto de 2026, de 15,04%, sem ganho real.


A instituição explica que a legislação vigente autoriza o Poder Executivo a corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução. 


“A correção do benefício pautada no INPC, sem ampliação do público atendido, está fora, portanto, do alcance de qualquer vedação eleitoral”, aponta. 



Mais cedo, o presidente e candidato à reeleição Lula (PT) anunciou o reajuste no Bolsa Família. Vale lembrar que a medida ocorre a pouco mais de duas semanas antes do primeiro turno das eleições. 


A mudança começará a ser paga no dia 19 de outubro, praticamente uma semana antes do segundo turno das eleições.


De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o impacto financeiro em 2026 será de R$ 5,8 bilhões, considerando as folhas de pagamento de outubro a dezembro.


Moretti afirmou ainda que o reajuste será realizado sem aumento do limite global de despesas do governo. Os recursos serão obtidos por meio do remanejamento de outras rubricas orçamentárias que apresentaram sobras.



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postado em 17/09/2026 14:05
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