Em setembro de 2026, com a taxa Selic fixada em 13,75% ao ano, a caderneta de poupança oferece um rendimento anual estimado de 8,22%. O retorno mensal chega a 0,66%, combinando a regra de 0,5% ao mês com a Taxa Referencial (TR). Apesar de ser o investimento mais popular do país, a grande questão para o poupador é se ainda vale a pena manter o dinheiro aplicado nela diante de outras opções no mercado.
A regra de cálculo da poupança é clara. Sempre que a Selic está acima de 8,5% ao ano, seu rendimento fica travado em 0,5% mensais, acrescido da TR. Esse mecanismo faz com que, em cenários de juros altos como o atual, a caderneta perca atratividade frente a outros investimentos de renda fixa que acompanham a taxa básica de juros de forma mais direta.
Onde o dinheiro rende mais?
A comparação com outros produtos de baixo risco ajuda a entender o cenário. Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), por exemplo, costumam acompanhar de perto a taxa DI, que é muito próxima da Selic. Um CDB que paga 100% do DI oferece um retorno bruto próximo de 13,75% ao ano. Mesmo com o desconto do Imposto de Renda, o ganho líquido tende a ser superior ao da poupança.
O Tesouro Selic é outra alternativa de baixo risco com desempenho superior. Sua rentabilidade acompanha diretamente a taxa Selic, garantindo um ganho bruto significativamente maior que a caderneta. A cobrança de Imposto de Renda segue uma tabela regressiva, mas, ainda assim, o resultado final se mostra mais vantajoso para o investidor.
Já as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) se destacam por um benefício importante: a isenção de Imposto de Renda, assim como a poupança. Seus rendimentos, no entanto, são bem mais atrativos, geralmente atrelados a um percentual do DI, superando a caderneta com folga na maioria dos casos.
A principal vantagem da poupança continua sendo a liquidez diária e a simplicidade, sendo funcional para uma reserva de emergência de curtíssimo prazo. Contudo, para quem busca rentabilidade real, outras aplicações de renda fixa oferecem ganhos maiores no cenário atual, mesmo após a dedução de impostos.








