A pesquisa Datafolha de junho de 2025 revela uma complexa divisão na avaliação do governo federal. Embora os números nacionais apontem 28% de aprovação (ótimo/bom), 30% de avaliação regular e 40% de reprovação (ruim/péssimo), uma análise detalhada dos recortes sociais, regionais e etários desenha um cenário político desafiador.
Enquanto a média nacional mostra um quadro de disputa, os extremos se destacam por região. A avaliação positiva do governo é significativamente maior no Nordeste, onde a aprovação chega a 45%. Em contraste, as regiões Sul e Sudeste concentram as taxas mais altas de rejeição, com 55% e 52%, respectivamente, consolidando uma polarização geográfica já observada.
Essa divisão não é apenas territorial. O retrato da aprovação também muda drasticamente com o filtro da renda familiar. A gestão federal encontra seu principal apoio entre os eleitores com renda de até dois salários mínimos, grupo no qual a aprovação atinge 38%. A situação se inverte na faixa acima de cinco salários mínimos, onde a reprovação cresce para expressivos 60%.
O que os recortes indicam para o futuro
Outro ponto crucial da pesquisa é a avaliação por faixa etária. O governo dialoga melhor com a população mais velha, acima dos 60 anos, grupo no qual registra 35% de avaliação positiva. O desafio, no entanto, está entre os mais jovens: na faixa de 16 a 24 anos, a reprovação é de 48%, sinalizando uma dificuldade de conexão com a nova geração de eleitores.
Os números da pesquisa Datafolha mostram que, para além de um índice geral, o governo possui bases de apoio bem definidas, mas também enfrenta resistências sólidas em segmentos importantes do eleitorado. Esses recortes são mais do que simples estatísticas; eles funcionam como um mapa das tensões sociais e econômicas do Brasil. A leitura atenta desses dados é fundamental para entender as estratégias políticas que devem ser adotadas no cenário atual.







