A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reflete um país dividido e um cenário desafiador para o Planalto, de acordo com as pesquisas de opinião mais recentes. Os levantamentos dos principais institutos mostram uma clara polarização entre os que apoiam e os que rejeitam a atual gestão federal de Lula.
Essa divisão numérica é um termômetro importante do humor da população e influencia diretamente o ambiente político em Brasília. As ações do governo, especialmente na economia, são acompanhadas de perto e têm peso direto na percepção dos brasileiros sobre os rumos do país.
O que dizem os números
Na pesquisa Datafolha, divulgada em março de 2026, 32% dos entrevistados consideraram a gestão de Lula ótima ou boa, enquanto 40% a classificaram como ruim ou péssima. Outros 26% a veem como regular, evidenciando que a reprovação supera a aprovação direta.
Quando questionados sobre a aprovação do desempenho pessoal do presidente no mesmo levantamento, 47% dos brasileiros afirmaram que aprovam, contra 49% que desaprovam, configurando um empate técnico dentro da margem de erro. Os números atuais, no entanto, indicam uma recuperação, já que o governo enfrentou seu ponto mais baixo de popularidade em fevereiro de 2025, quando a aprovação era de apenas 24%.
Economia e políticas sociais no centro do debate
A percepção sobre a economia continua sendo um dos principais fatores que moldam a opinião pública. A avaliação dos eleitores é diretamente impactada por indicadores como o controle da inflação, a geração de empregos e o poder de compra. As oscilações nesses índices costumam se refletir rapidamente nos gráficos de popularidade.
Programas sociais, como o Bolsa Família e outras iniciativas de transferência de renda, também desempenham um papel fundamental na sustentação do apoio ao governo, principalmente entre a população de menor renda. Por outro lado, o cenário político, incluindo as negociações com o Congresso Nacional e a articulação de pautas, contribui para a formação da imagem da administração federal.









