Quem perdeu o pico da chuva de meteoros Líridas em abril ainda terá muitas outras oportunidades para observar o céu em 2026. O calendário astronômico reserva diversos espetáculos de “estrelas cadentes” que poderão ser vistos de todo o Brasil, exigindo apenas um local com pouca luz e um pouco de paciência.
As chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra cruza a órbita de um cometa ou asteroide, que deixa um rastro de pequenas partículas de poeira e rocha. Ao entrarem na atmosfera do nosso planeta em alta velocidade, esses detritos queimam e criam os rastros luminosos que encantam observadores em todo o mundo.
Para aproveitar ao máximo a experiência, a recomendação é buscar um lugar afastado dos grandes centros urbanos, onde a poluição luminosa atrapalha a visualização dos meteoros mais fracos. Não é necessário usar telescópios ou binóculos, pois o fenômeno é melhor apreciado a olho nu.
Calendário das próximas chuvas de meteoros de 2026
Prepare-se para os próximos eventos celestes do ano. Confira as datas e programe-se para não perder o espetáculo:
- Eta Aquáridas: com pico previsto para a noite de 5 para 6 de maio, esta chuva é formada por detritos do famoso cometa Halley. Pode gerar até 50 meteoros por hora em condições ideais, sendo mais visível no Hemisfério Sul.
- Delta Aquáridas do Sul: seu momento de maior atividade acontece entre 28 e 29 de julho. Embora seja uma chuva menos intensa, com cerca de 20 meteoros por hora, favorece os observadores do sul do planeta. Para saber mais sobre esta, confira a reportagem sobre a Delta Aquáridas.
- Perseidas: considerada uma das chuvas mais populares do ano, atinge o auge entre 12 e 13 de agosto. É mais intensa no Hemisfério Norte, mas ainda assim proporciona um belo espetáculo no Brasil, com meteoros brilhantes e rápidos. Para mais detalhes, veja o artigo sobre o pico das Perseidas.
- Orionidas: também originada dos detritos do cometa Halley, tem seu pico na noite de 21 para 22 de outubro. A previsão é de até 25 meteoros por hora, conhecidos por sua velocidade e brilho.
- Leonídeos: com atividade máxima prevista para 17 e 18 de novembro, esta chuva é famosa por seus picos históricos de altíssima intensidade. Normalmente, produz cerca de 15 meteoros por hora.
- Geminídeos: para fechar o ano, a Geminídeos é uma das chuvas mais ativas e confiáveis, com pico entre 13 e 14 de dezembro. Originada pelo asteroide 3200 Faetonte, pode apresentar mais de 120 meteoros por hora.










