A recente determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o recolhimento de lotes de detergente da marca Ypê, por risco de contaminação microbiológica, acendeu um alerta entre os consumidores. No entanto, a medida não é um fato isolado no mercado brasileiro. Grandes marcas, de diversos setores, já precisaram retirar seus produtos das prateleiras por motivos semelhantes.
O chamado recall é um procedimento padrão para proteger a saúde do consumidor quando se identifica um defeito ou risco no produto após sua comercialização. As razões variam desde falhas na fabricação e contaminação por bactérias até erros de rotulagem que podem colocar a população em perigo.
Episódios assim reforçam a importância da fiscalização e dos canais de comunicação entre empresas e clientes. A agilidade em retirar os itens do mercado é fundamental para evitar problemas de saúde pública e preservar a confiança na marca, mesmo em um momento de crise.
Grandes marcas que já passaram por recall
Achocolatado Toddynho
Um dos casos mais lembrados ocorreu em 2011, quando a PepsiCo anunciou o recall de unidades do achocolatado Toddynho. O motivo foi uma alteração no pH do produto, que causou queimaduras na boca de alguns consumidores. Em 2014, um novo recolhimento foi feito devido à contaminação por uma bactéria.
Pílulas de farinha da Schering
Em 1998, o anticoncepcional Microvlar, do laboratório Schering, foi protagonista de um escândalo. A empresa comercializou lotes em que os comprimidos ativos foram trocados por pílulas de farinha (placebo), resultando em dezenas de casos de gravidez indesejada e uma crise de imagem sem precedentes para a farmacêutica.
Operação Carne Fraca
Deflagrada pela Polícia Federal em 2017, a Operação Carne Fraca expôs um esquema de adulteração em carnes de grandes frigoríficos, como JBS e BRF. A investigação apontou o uso de produtos químicos para maquiar o aspecto de carnes vencidas, levando à suspensão da venda e ao recolhimento de diversos produtos no Brasil e no exterior.
Cervejaria Backer
Mais recentemente, em 2020, a cervejaria mineira Backer teve que recolher todos os seus produtos após a identificação de contaminação por dietilenoglicol em algumas de suas cervejas. A substância tóxica causou a morte de 10 pessoas e a intoxicação de dezenas, em um dos casos mais graves de contaminação alimentar do país.










