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OVNI em Curitiba: tecnologia usada para monitorar o céu brasileiro

Por Larissa
06/06/2026
Em Curiosidades
OVNI em Curitiba: tecnologia usada para monitorar o céu brasileiro

Créditos: imagem gerada com auxílio de inteligência artificial

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O recente relato sobre um suposto objeto voador não identificado (OVNI) em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba, trouxe à tona uma dúvida comum: como o Brasil monitora seu céu? A vigilância do espaço aéreo é uma tarefa complexa, executada 24 horas por dia pela Força Aérea Brasileira (FAB) para garantir a segurança e a soberania nacional.

A responsabilidade recai sobre o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), que opera o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB). Essa estrutura integra equipamentos e equipes para detectar, identificar e acompanhar qualquer aeronave que sobrevoe o território, cobrindo uma área de 22 milhões de quilômetros quadrados.

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A tecnologia por trás da vigilância

A base do sistema é uma extensa rede de radares. Existem os radares primários, que detectam a presença de qualquer objeto no céu ao refletir ondas de rádio, e os secundários, que recebem informações enviadas por um equipamento a bordo das aeronaves chamado transponder. Juntos, eles fornecem a localização, altitude e velocidade dos voos.

Esses dados são enviados em tempo real para quatro centros de controle principais, conhecidos como Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA). Eles estão localizados estrategicamente para cobrir todo o país:

  • CINDACTA I: Brasília (DF)
  • CINDACTA II: Curitiba (PR)
  • CINDACTA III: Recife (PE)
  • CINDACTA IV: Manaus (AM)

Nesses locais, controladores de tráfego aéreo e militares da defesa aeroespacial trabalham lado a lado. Em áreas remotas, como a Amazônia, a vigilância é reforçada por aviões-radar, como o Embraer E-99, capazes de monitorar vastas regiões de baixa altitude onde o alcance dos radares de solo é limitado.

Quando um tráfego desconhecido é detectado, a FAB inicia um protocolo para identificá-lo. Se a aeronave não responde às tentativas de comunicação ou é considerada uma ameaça, caças de interceptação são acionados para uma abordagem visual. Essa operação de defesa garante que apenas voos autorizados e identificados circulem pelo espaço aéreo brasileiro.

Tags: Brasilovni
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