O jogo de abertura de uma Copa do Mundo é muito mais do que uma cerimônia. É o palco onde a pressão sobre o anfitrião encontra a ansiedade de todo o planeta, um momento que pode definir o tom do torneio e criar heróis ou vilões instantâneos. Ao longo da história, essas partidas de estreia já entregaram roteiros inesquecíveis, de surpresas gigantescas a festivais de gols.
Algumas aberturas ficaram marcadas por quebrar todas as expectativas. Quem poderia imaginar a Argentina, então campeã mundial e liderada por Diego Maradona, perdendo para a seleção de Camarões por 1 a 0 na estreia da Copa de 1990, na Itália? O resultado surpreendeu o mundo e mostrou a força do futebol africano.
Doze anos depois, em 2002, a história se repetiu de forma ainda mais impressionante. A França, que defendia os títulos da Copa de 1998 e da Eurocopa de 2000, foi derrotada por Senegal, uma nação estreante no torneio. O placar de 1 a 0 em Seul, na Coreia do Sul, é até hoje considerado uma das maiores zebras da história do futebol.
Gols e emoção para começar a festa
Nem só de surpresas vive o primeiro jogo do Mundial. Em 2006, a anfitriã Alemanha protagonizou uma abertura eletrizante contra a Costa Rica. A partida terminou em 4 a 2 para os alemães, um verdadeiro espetáculo ofensivo que animou os torcedores e deu o tom de um torneio com muitos gols.
O Brasil também teve sua dose de drama em estreias. Em 1998, na França, a seleção brasileira enfrentou a Escócia e suou para vencer por 2 a 1. O gol da vitória só saiu no segundo tempo, após uma falha da defesa escocesa que resultou em um gol contra, aliviando a tensão da torcida.
Impossível não lembrar da Copa de 2010, a primeira no continente africano. No jogo de abertura, a anfitriã África do Sul empatou em 1 a 1 com o México em Joanesburgo. O momento mais marcante foi o golaço de Siphiwe Tshabalala, que abriu o placar e fez um estádio inteiro explodir em comemoração ao som das vuvuzelas, criando uma imagem icônica na história das Copas.









