O término da atriz Erika Januza com o cantor Arlindinho, após a divulgação de um vídeo do artista deixando uma casa de swing, gerou um intenso debate nas redes sociais. A discussão trouxe à tona um tema cada vez mais comum: os relacionamentos abertos. Mas, afinal, o que define essa forma de se relacionar e como ela funciona na prática para os casais que a adotam?
Um relacionamento aberto é, em essência, um acordo de não monogamia consensual. Nele, os parceiros concordam que podem ter envolvimento romântico ou sexual com outras pessoas, sem que isso seja considerado uma traição. A base para que a dinâmica funcione é a comunicação honesta e a existência de regras claras, negociadas entre o casal para manter a confiança.
Diferente do que muitos imaginam, essa modalidade de relação não significa uma liberdade sem limites. Pelo contrário, ela exige um alto nível de diálogo e maturidade emocional para que os sentimentos de todos os envolvidos sejam respeitados. Existem diferentes formatos e cada casal encontra o que melhor se adapta à sua realidade.
Tipos de relacionamentos não monogâmicos
Embora o termo “relacionamento aberto” seja usado de forma geral, ele pode se manifestar de várias maneiras. O mais conhecido é aquele em que o casal tem um vínculo afetivo principal, mas se permite ter encontros sexuais casuais com outras pessoas. A prioridade continua sendo a relação primária.
Outro formato é o poliamor, que envolve a possibilidade de ter mais de uma relação romântica e afetiva ao mesmo tempo, com o conhecimento e consentimento de todos. Nesse caso, o foco não é apenas sexual, mas na construção de múltiplos laços amorosos.
Já o swing, ou a troca de casais, é mais focado na experiência sexual compartilhada. Geralmente, casais frequentam eventos ou combinam encontros com outros casais para interações sexuais, sem necessariamente criar um vínculo afetivo com os parceiros trocados.
Os “combinados” são a regra de ouro
O sucesso de qualquer relacionamento não monogâmico depende diretamente dos “combinados”. São essas regras que guiam as interações e garantem a segurança emocional e física dos parceiros. Não existe uma fórmula pronta e os limites são personalizados para cada casal. Alguns exemplos de perguntas que definem esses acordos são:
- É permitido se envolver com qualquer pessoa ou há restrições (amigos, colegas de trabalho)?
- É preciso contar ao parceiro sobre cada encontro ou apenas se houver um questionamento?
- Pode haver envolvimento afetivo com outras pessoas ou o acordo é estritamente sexual?
- Como será a prática de sexo seguro? O uso de preservativos é inegociável?










