A previsão de um ciclone-bomba sobre o Brasil pode acender um alerta e gerar muitas dúvidas. Embora todos sejam fenômenos meteorológicos com alto poder de destruição, ciclone-bomba, furacão e tornado não são a mesma coisa. As principais diferenças estão na forma como nascem, em sua escala e na intensidade dos ventos, o que determina os riscos associados e o tipo de dano que podem causar.
O que é um ciclone-bomba?
O ciclone-bomba, tecnicamente chamado de ciclogênese explosiva, é um tipo de ciclone extratropical. Seu nome popular vem da rapidez com que se forma: o fenômeno se caracteriza por uma queda muito brusca da pressão atmosférica (pelo menos 24 milibares) em um período de 24 horas ou menos. Essa intensificação rápida gera ventos muito fortes, chuvas volumosas e agitação marítima. Por serem sistemas de grande escala, podem se estender por centenas de quilômetros e costumam estar associados a frentes frias, afetando vastas áreas de um país ou continente.
Furacão: a força das águas quentes
A principal diferença entre um ciclone extratropical e um furacão está na origem. Furacões, tufões ou ciclones tropicais — nomes que variam conforme a região — formam-se exclusivamente sobre as águas quentes dos oceanos, que funcionam como seu combustível. Para ser classificado como furacão, o sistema precisa ter ventos sustentados acima de 119 km/h. Em seu estágio mais forte, sua estrutura organizada pode apresentar um centro de baixa pressão bem definido, conhecido como “olho”.
Tornado: o mais intenso e localizado
O tornado é o fenômeno mais intenso e localizado dos três. Trata-se de uma violenta coluna de ar que gira em altíssima velocidade, conectando uma nuvem de tempestade (geralmente uma supercélula) ao solo. Ao contrário dos furacões, eles se formam majoritariamente sobre terra. Enquanto ciclones e furacões têm diâmetros de centenas de quilômetros, um tornado raramente ultrapassa 2 quilômetros de largura. Sua duração também é muito menor, variando de minutos a poucas horas, mas seu poder de destruição em um ponto específico é incomparavelmente maior, com ventos que podem exceder 400 km/h.










