O mercado de semaglutida no Brasil vive uma nova fase desde que a patente do Ozempic, medicamento referência, expirou em março de 2026. O cenário abriu caminho para a chegada de versões genéricas e similares, aumentando a concorrência e a expectativa de maior acesso ao tratamento para diabetes tipo 2 e obesidade, com preços mais competitivos.
Com o fim da exclusividade da farmacêutica Novo Nordisk, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já analisa pelo menos oito pedidos de registro para novas versões da substância. Esse movimento é um desdobramento de um processo que começou antes mesmo da expiração da patente, com o desenvolvimento de medicamentos similares, como o Ozivy, da Biomm, que utiliza uma rota sintética diferente da original.
Até março de 2026, o Ozempic dominava o mercado sem concorrentes diretos. A combinação de alta demanda e oferta limitada resultava em preços elevados e frequentes problemas de desabastecimento nas farmácias do país.
O que mudou com o fim da patente?
A patente do Ozempic, que protegia a fórmula original, expirou oficialmente em março de 2026. Desde então, laboratórios farmacêuticos podem produzir e solicitar o registro de versões genéricas da semaglutida, desde que comprovem sua eficácia e segurança à Anvisa.
Essa abertura de mercado já resulta em uma gradual redução nos preços e contribui para regularizar a oferta do medicamento. A maior disponibilidade é fundamental para a continuidade dos tratamentos, que foram prejudicados pelo desabastecimento.
É importante diferenciar os tipos de medicamento. As versões que foram desenvolvidas antes da queda da patente são classificadas como “similares”, pois usam rotas de produção que não infringiam a proteção legal. Já os “genéricos” são cópias exatas da fórmula original e só puderam ser submetidos para registro após março de 2026. Para o consumidor, ambos representam alternativas com o mesmo princípio ativo e com um custo potencialmente menor.










