A morte de um policial militar durante um treinamento no Lago Paranoá, em Brasília, na segunda-feira (21), acende um alerta sobre os perigos das atividades físicas na água e o riscos de afogamento. Mesmo para pessoas treinadas e com bom condicionamento físico, o ambiente aquático oferece riscos que exigem atenção e preparo. Episódios como este reforçam a necessidade de adotar medidas de segurança para evitar tragédias.
O primeiro passo para um exercício seguro é conhecer os próprios limites e nunca treinar sozinho. A presença de um companheiro ou supervisor é crucial para prestar socorro em caso de emergência, como um mal súbito ou uma cãibra. A escolha do local também é determinante: opte por áreas supervisionadas por salva-vidas ou com movimentação de outras pessoas.
Antes de entrar na água, avalie as condições do ambiente. Verifique a temperatura, a correnteza e a visibilidade. Águas muito frias podem causar choque térmico e acelerar a fadiga muscular, aumentando o risco de cãimbras. Se estiver no mar, observe a sinalização das bandeiras e evite áreas com corrente de retorno.
Sinais de alerta e prevenção
Durante a atividade, o corpo envia sinais que não devem ser ignorados. Cansaço excessivo, falta de ar, tontura ou dores no peito indicam que é hora de parar e sair da água imediatamente. Insistir no exercício sob essas condições pode levar à exaustão, perda de controle motor e levar ao afogamento.
Uma prática perigosa e comum entre nadadores é a hiperventilação forçada, que consiste em respirar fundo e rapidamente várias vezes antes de submergir para tentar aumentar o tempo debaixo d’água. Isso reduz drasticamente o dióxido de carbono no sangue, que é o gatilho do corpo para a necessidade de respirar. Como resultado, a pessoa pode perder a consciência por falta de oxigênio antes mesmo de sentir vontade de subir à superfície, causando o chamado blackout de águas rasas.
O uso de equipamentos de segurança, como boias de sinalização, é altamente recomendado para nadadores em águas abertas. Elas não apenas aumentam a visibilidade para embarcações, como também servem de apoio flutuante em caso de necessidade. Por fim, caso sinta qualquer dificuldade, flutue de costas para poupar energia e sinalize imediatamente por ajuda. Manter a calma é o passo mais importante para aguardar o resgate.









