Justiça

Defensoria Pública entra com ação contra Carrefour após homicídio

Órgão pede indenização de R$200 milhões, que deverão ser destinados a fundos de combate à discriminação e à defesa do consumidor

Bruna Mayumi*
postado em 25/11/2020 17:04 / atualizado em 27/11/2020 14:42
Cliente negro foi espancado e depois assassinado por seguranças de um supermercado da rede -  (crédito: Silvio Avila/AFP)
Cliente negro foi espancado e depois assassinado por seguranças de um supermercado da rede - (crédito: Silvio Avila/AFP)

Nesta quarta-feira (25/11), a Defensoria Pública do Rio Grande do Sul (DPE) entrou com uma ação indenizatória contra a rede de mercados Carrefour, por danos morais e coletivos, após o homicídio de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos. O órgão pede o valor de R$ 200 milhões que, após o processo, deverá ser destinado a fundos de combate à discriminação e à defesa do consumidor.

A vítima do crime, um homem negro, foi espancado até a morte por dois seguranças do hipermercado na última quinta-feira (19/11), na zona norte de Porto Alegre. A empresa de segurança privada Vector, responsável pela contratação dos seguranças, também foi incluída na ação movida pela Defensoria. Além disso, o órgão solicita que o Carrefour crie, no prazo de 10 dias, um plano de combate ao racismo e tratamento discriminatório voltado a funcionários, bem como a adoção de campanhas de conscientização nas redes sociais e na mídia.

O aparelhamento da nova delegacia de combate à intolerância também foi exigido pela instituição, que cobra ainda que sejam pagos os gastos pelo uso da Brigada Militar na segurança dos locais onde ocorreram manifestações contra o racismo devido à morte de Freitas.

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