Saúde

Vacina contra dengue é medida para médio prazo, diz Nísia Trindade

A ministra da Saúde comentou nesta segunda (8/4) a situação da dengue no Brasil. Apesar de queda nos casos em oito estados e estabilidade em 12, ela evita falar em otimismo

"Não podemos relaxar, todas as medidas preconizadas têm que ser mantidas", destacou a ministra - (crédito: Reprodução/TV Brasil)
postado em 08/04/2024 15:55

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, comentou nesta segunda-feira (8/4) a situação da dengue no Brasil e a vacinação contra a doença. Segundo ela, o imunizante é uma medida a longo prazo e não possui eficácia para combater um surto como o que o país vive neste momento.

A titular da Saúde relevou ainda que 20 estados brasileiros demonstram estabilidade ou queda no número de casos de dengue, mas que as medidas de prevenção e de combate ao vírus não podem ser relaxadas.  Nísia conversou com jornalistas após o anúncio de ações do governo para diminuir as filas do Sistema Único de Saúde (SUS).

"Eu digo sempre que a vacina é uma medida para o médio prazo", respondeu a ministra após ser questionada sobre os imunizantes. "É uma vacina com três meses de intervalo, em duas doses. Portanto, ela não é o principal instrumento e não tem eficácia para o momento do surto", enfatizou.

A ministra também rebateu as críticas sobre o baixo número de doses adquiridas e distribuídas pelo governo federal. E destacou que a empresa Takeda, que produz a vacina QDenga, ainda não tem capacidade para produzir doses na escala necessária para o Brasil.

"O laboratório tem uma limitada produção de doses. Nós adquirimos todas as doses disponíveis, isso é um fato incontestável", enfatizou Nísia. "Teremos uma oferta maior a partir do próximo ano, sim. Neste ano, não tenho muito otimismo, sendo muito realista, que a gente consiga mais doses", acrescentou.

A ministra também apresentou dados sobre os casos da dengue no Brasil. Segundo a pasta, oito unidades federativas apresentam clara queda na doença: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí e Roraima. Outras 12 apresentam estabilidade, são eles: Amapá, Ceará, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul e Tocantins. E sete estados registram alta: Alagoas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.

"A dengue acontece em ritmos diferentes. Temos que entender isso, em um país tão grande, com diversidade climática, como nós temos. Vários fatores entram nesse cenário", apontou a ministra. Mesmo com a melhora nos casos, Nísia evitou falar em otimismo.

"Não podemos relaxar, todas as medidas preconizadas têm que ser mantidas. Essa epidemia aconteceu com uma explosão, um número muito forte de casos, em janeiro. Isso é inédito, então não dá para acompanhar uma comparação direta com o que aconteceu nas epidemias anteriores", explicou Nísia.

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