TURISMO

Museu em Minas Gerais entra para lista de destinos imperdíveis no mundo

Único representante brasileiro na lista dos 52 lugares para conhecer no ano, segundo o jornal "The New York Times", o Instituto Inhotim se destaca pela imersão entre arte contemporânea, natureza exuberante e programações especiais que celebram a cultura afro-amazônica

Localizado a cerca de 55 km de Belo Horizonte e inserido em um parque botânico de mais de 780 hectares, Inhotim é conhecido como um dos maiores museus a céu aberto do planeta -  (crédito: Divulgação/www.inhotim.org.br)
Localizado a cerca de 55 km de Belo Horizonte e inserido em um parque botânico de mais de 780 hectares, Inhotim é conhecido como um dos maiores museus a céu aberto do planeta - (crédito: Divulgação/www.inhotim.org.br)

O Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), voltou aos olhares do mundo nesta terça-feira (6/1). O jornal norte-americano The New York Times incluiu o museu na lista anual dos 52 destinos imperdíveis para visitar em 2026, tornando-o o único representante brasileiro no ranking global. Além da magnitude da coleção de arte contemporânea reunida, no local, o reconhecimento destaca a experiência singular que o museu proporciona.  

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Localizado a cerca de 55km de Belo Horizonte e inserido em um parque botânico de mais de 780 hectares, Inhotim é conhecido como um dos maiores museus a céu aberto do planeta. Ao longo de seus caminhos alagados por mata nativa e jardins cuidadosamente planejados, estão distribuídas cerca de 500 obras de arte contemporânea em 24 galerias arquitetonicamente singulares, instalações que dialogam diretamente com o ambiente natural ao redor. 

A reportagem do The New York Times destaca que um único dia não basta para conhecer tudo o que o espaço tem a oferecer, recomendação que muitos visitantes experientes reforçam, devido à extensão e à diversidade do acervo. 

Roteiro de viagem mineiro: arte, natureza e cultura local

O jornal americano também sugere que uma visita à região não se esgote em Inhotim. A proximidade com Belo Horizonte, carinhosamente citada pelo NYT como a “capital dos bares do Brasil”, em razão da cultura gastronômica vibrante, torna o circuito ainda mais completo, incentivando os turistas a explorarem também as paisagens, a culinária e o patrimônio histórico mineiro.

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Entre os atrativos recomendados para completar o itinerário estão:

  • Belo Horizonte, famosa pelos botecos e pelo cenário gastronômico efervescente;
  • Parque Nacional da Serra do Cipó, com trilhas, cachoeiras e panoramas naturais de tirar o fôlego;
  • Igrejas barrocas históricas espalhadas por cidades próximas, testemunhos da rica tradição arquitetônica mineira. 

Há ônibus da Cia Coordenadas saindo da Rodoviária de Belo Horizonte às 8h15. Os valores são R$ 60,67 (ida) e R$ 53,80 (volta). Detalhes no site.

Programação de aniversário

O reconhecimento internacional coincide com as comemorações dos 20 anos de abertura de Inhotim ao público. Para marcar a data, o instituto preparou uma programação especial que se estenderá ao longo do ano, e que amplia e dialoga com tradições artísticas brasileiras e sul-americanas. Confira a programação?

O Barco – Ato III, de Grada Kilomba: projeção em vídeo Opera to a Black Venus (2024) se junta à instalação O Barco (2021). Na ocasião, a artista participa de uma conversa pública. (7 de fevereiro)

Esconjuro – Verão (2026), de Paulo Nazareth: quarta e última etapa de uma série de exposições sobre espiritualidade, território e ancestralidade afro-brasileira. (7 de fevereiro)

Mostra panorâmica com obras inéditas e trabalhos icônicos de Dalton Paula, que usa a arte como uma forma de reconhecer o protagonismo de corpos negros. (25 de abril)

Contraplano (2025), de Lais Myrrha, obra que transforma arquitetura em paisagem. (25 de abril)

Instalação de Davi de Jesus do Nascimento inspirada nas margens do Rio São Francisco que mistura matéria, espiritualidade e memória. (25 de abril)

Exposição comemorativa dos 20 anos do Inhotim revisita marcos da trajetória do museu em uma mostra composta de personagens, paisagens e histórias. (12 de setembro)

Requalificação da Galeria Cildo Meireles, que passa a abrigar a instalação Missão/Missões (Como Construir Catedrais) (1987), ao lado de Desvio para o vermelho (1967-1984), Através (1983-1989) e Glove Trotter (1991). (17 de outubro)

Retorno de The Murder of Crows (2009), de Janet Cardiff & George Bures Miller, com 98 alto-falantes que proporcionam uma experiência sensorial imersiva. (17 de outubro)

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postado em 07/01/2026 11:06
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