O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso acionou o Tribunal de Justiça do estado para questionar a transparência no uso de recursos públicos destinados a procedimentos estéticos realizados por magistrados e seus familiares.
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No documento protocolado, a entidade afirma que o pedido tem como objetivo permitir a apuração por meio do controle social, conforme previsto no estatuto do sindicato. Por isso, solicita a divulgação dos valores pagos e a identificação dos beneficiários dos procedimentos.
A iniciativa surgiu após servidores do tribunal levantarem suspeitas sobre pagamentos de horas extras sem justificativa legal. Além disso, o sindicato aponta um sentimento de injustiça entre os trabalhadores, ao alegar que magistrados estariam sendo ressarcidos por procedimentos estéticos enquanto servidores não recebem horas extras ou diárias que lhes seriam devidas.
“O cumprimento desse dever tem sido reiteradas vezes demandado pelos próprios servidores, diante do que consideram um tratamento desigual em relação àqueles que labutam por períodos extenuantes”, afirma o documento assinado pelo presidente da entidade, Rosenwal Rodrigues dos Santos.
Segundo o sindicato, amostras desses pagamentos foram identificadas no Portal da Transparência. A entidade sustenta que gastos com procedimentos estéticos não podem ser classificados como sigilosos, uma vez que “não colocam em risco a segurança do Estado ou da sociedade”.
O pedido foi protocolado no último dia 16 e encaminhado ao presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira.
O Correio procurou o Tribunal de Justiça do estado, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.
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