Dois tenistas estrangeiros foram presos em flagrante por injúria racial durante uma competição esportiva em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. O caso aconteceu na quinta-feira (22/1), durante o Itajaí Open de Tênis, realizado no Clube Itamirim.
Segundo nota da Polícia Militar de SC, os atletas Luis David Martínez, da Venezuela, e Cristian Rodriguez, da Colômbia, teriam cometido ofensas racistas após perderem uma partida para uma dupla brasileira, Igor Marcondes e Eduardo Ribeiro.
"A vítima das ofensas e uma testemunha também se dirigiram à delegacia, onde constataram que o outro atleta, um colombiano de 35 anos, que havia chamado o funcionário do clube de "macaco", também estava presente", diz a nota.
Ainda conforme a PM, o tenista venezuelano, de 36 anos, fez gestos discriminatórios em direção à torcida, imitando um macaco ao coçar as axilas. Já o atleta colombiano teria chamado um funcionário do clube de “macaco”. As ofensas foram registradas por espectadores, que acionaram a polícia.
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Martínez foi detido ainda no local. Rodriguez, que inicialmente não havia sido preso, foi reconhecido posteriormente por testemunhas na delegacia, momento em que também recebeu voz de prisão pelo crime de injúria racial.
Os dois atletas foram encaminhados à delegacia e devem passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (23/1), segundo informações do g1.
Confira a nota da PMSC na integra
"A Polícia Militar foi acionada nesta quinta, 22, para atender a uma ocorrência de racismo durante o torneio Itajaí Open de Tênis, realizado no Clube Itamirim, na cidade de Itajaí. O incidente ocorreu por volta das 16h15, quando dois atletas estrangeiros, ao perderem a partida, teriam ofendido a torcida e um funcionário do clube com gestos e palavras de conteúdo racista.
Quando a polícia chegou ao local, os atletas já haviam deixado o evento e se dirigido ao hotel. Uma guarnição seguiu até o hotel e localizou um dos atletas, um venezuelano de 36 anos, que havia feito gestos discriminatórios imitando um macaco ao coçar as axilas para a torcida. Ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Central de Polícia, sendo autuado pelo crime de injúria racial.
A vítima das ofensas e uma testemunha também se dirigiram à delegacia, onde constataram que o outro atleta, um colombiano de 35 anos, que havia chamado o funcionário do clube de "macaco", também estava presente.
A Polícia Militar então deu voz de prisão ao segundo atleta, pelo mesmo crime de injúria racial cometido por seu companheiro de quadra."
