MARANHÃO

Desaparecimento de Ágatha e Allan completa um mês; entenda operação de busca

Equipe especializada de investigadores estreitam as apurações, descartam fatos falaciosos e ampliam as hipóteses

Allan e Ágatha passaram noite na palhoça semidestruída -  (crédito:  Thamírys Andrade/SSP-MA)
Allan e Ágatha passaram noite na palhoça semidestruída - (crédito: Thamírys Andrade/SSP-MA)

Completa, nesta quarta-feira (4/2), um mês do desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4. As crianças foram vistas pela última vez em 4 de janeiro, depois de saírem para brincar no quilombo São Sebastião dos Pretos, no município de Bacabal, no Maranhão. A família vive momentos de aflição e angústia e depositam, na polícia, as últimas esperanças. Por outro lado, uma equipe especializada de investigadores estreitam as apurações, descartam fatos falaciosos e ampliam as hipóteses.

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A operação de buscas mobilizou 260 policiais militares, civis, do Exército, da Marinha e bombeiros. Mais de 1 mil voluntários — muitos vindos de outros estados — deixaram as casas para adentrar a mata fechada epicentro da força-tarefa.  Toda a área de mata foi minuciosamente percorrida, assim como o leito do rio Mearim e lagos da região, entre eles o Lago Limpo e o Lago da Mata. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão (SSP), foram utilizados aeronaves, drones com câmeras termais, cães farejadores, mergulhadores e equipamentos de alta tecnologia, como o side scan sonar, empregado pela Marinha do Brasil.

A varredura com o side scan sonar ocorreu entre 18 a 22 de janeiro. Os marinheiros percorreram mais de 19km a partir do ponto provável de queda das crianças. Durante os trabalhos, foram identificados 11 pontos de interesse submersos, posteriormente verificados por mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, sem que fossem encontrados vestígios dos desaparecidos.

Delegado-adjunto operacional da Polícia Civil do Maranhão, Ederson Martins, informou que descartou alguns fatos que surgiram ao longo da apuração, mas que nenhuma linha de investigação é descartada. “Conseguimos identificar vestígios na mata e cravamos que eles (as crianças) estiveram em pontos determinados, como a casa caída”, pontuou. Denúncias recebidas levaram os policiais maranhenses a viajar para São Paulo, Goiás, Pará e Piauí. Em todos os deslocamentos, as informações repassadas eram inverídicas.

O secretário de estado da Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, enalteceu o trabalho dos agentes de segurança e afirmou que as buscas seguem focadas na investigação. “A hipótese é que tenha se perdido naquela mata. É uma mata densa e de difícil acesso. Permanecem em campo equipes especializadas em rastreamento, compostas por bombeiros militares, policiais civis e militares, agentes da Força Estadual, do Centro Tático Aéreo (CTA) e do Exército Brasileiro, com apoio de cães farejadores”, finalizou.

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postado em 04/02/2026 21:28
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