
A música brasileira relembrou na segunda-feira (2/2) os 29 anos da morte de Francisco de Assis França, o Chico Science. O artista, que nos deixou aos 30 anos, foi o cérebro por trás do Manguebeat, movimento que colocou Recife no centro do mapa cultural do país durante a década de 1990 e redefiniu a produção musical nacional.
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Sua carreira foi interrompida de forma trágica em 2 de fevereiro de 1997. Chico Science dirigia seu carro na rodovia PE-1, na altura do Complexo de Salgadinho, importante eixo viário entre Recife e Olinda, quando perdeu o controle do veículo e colidiu com um poste. O acidente encerrou precocemente uma das trajetórias mais inovadoras e promissoras da música brasileira.
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Ao lado da banda Nação Zumbi, Chico foi o porta-voz de uma geração que se autodenominava "caranguejos com cérebro". A metáfora, retirada do manifesto "Caranguejos com Cérebro", escrito por Fred Zero Quatro, simbolizava a riqueza cultural dos mangues de Pernambuco conectada ao pensamento e à tecnologia global.
A grande revolução proposta por ele foi a fusão de ritmos regionais, como o maracatu de baque virado, o coco e a ciranda, com a energia do rock, a batida do funk e a cadência do hip-hop. O conceito era claro: fincar uma "antena parabólica na lama" para captar influências de todo o mundo sem jamais perder a raiz local.
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Essa mistura sonora potente resultou em dois álbuns que se tornaram clássicos e essenciais: "Da Lama ao Caos", lançado em 1994, e "Afrociberdelia", de 1996. Os discos não apenas lançaram a Nação Zumbi ao estrelato, mas também apresentaram uma nova estética sonora e visual para o Brasil, influenciando artistas de diversos gêneros.
O legado de Chico Science vai muito além das canções. Ele inspirou uma cena cultural inteira que passou a valorizar suas origens e a dialogar com o restante do mundo de forma criativa e afirmativa. Bandas e artistas que surgiram depois beberam diretamente da fonte do Manguebeat, consolidando um movimento que transformou a identidade cultural de Pernambuco.
Mesmo com uma discografia curta, o impacto de sua obra foi profundo e duradouro, redefinindo os rumos da música popular brasileira e mantendo sua relevância quase três décadas após sua morte.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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