
A Educafro Brasil, entidade da sociedade civil com foco na promoção da igualdade racial, cobrou do governo federal uma resposta a respeito de um vídeo racista publicado por Donald Trump na rede Truth Social, em que o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama aparecem como macacos. Trump publicou o vídeo na quinta-feira (5/2) e, após a repercussão negativa, apagou o post após 12 horas no ar. "Nós, afro-brasileiros, não aceitamos que o nosso governo fique calado, solicitamos um posicionamento firme", diz trecho da nota, que foi enviada nesta sexta-feira (6/2) à Embaixada do Brasil em Washington.
A postagem causou indignação inclusive de membros do Partido Republicano, do qual Trump faz parte. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, chegou a minimizar o conteúdo ao chamá-lo de "meme da internet" e de "indignação falsa". No entanto, diante da polêmica, o vídeo foi apagado.
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"Tais manifestações, não podem ser tratadas como meras expressões individuais. Quando emanam de lideranças políticas de projeção internacional. Isso produz impactos simbólicos profundos, que legitima práticas discriminatórias e reforçam estruturas de racismo que atingem diretamente comunidades negras em todo o mundo, inclusive a população afro-brasileira", afirma a entidade em outro trecho.
Até o momento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Palácio do Itamaraty e a Embaixada do Brasil em Washington não fizeram nenhum comentário sobre o vídeo. Segundo a Educafro, a publicação também viola a Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância, da qual o Brasil é signatário, bem como a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial.

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