Investigação

Grupo fabricou 170 submetralhadoras em depósitos para facção Bonde do Maluco

Os depósitos instalados pelos criminosos funcionavam como uma fábrica de produção artesanal de armamentos e funcionavam nos municípios de Lauro de Freitas e Governador Mangabeira, na Bahia

Depósitos eram mantidos em dois municípios da Bahia -  (crédito: PCBA/Divulgação)
Depósitos eram mantidos em dois municípios da Bahia - (crédito: PCBA/Divulgação)

Uma megaoperação coordenada pela Polícia Civil da Bahia (PCBA) desmantelou depósitos clandestinos destinados ao armazenamento de armas, drogas e materiais bélicos. A operação Forja Clandestina resultou no cumprimento de dois mandados de prisão e seis de busca e apreensão nos municípios de Lauro de Freitas e Governador Mangabeira.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

A ação teve início nessa quarta-feira (4/2) e encerrou nesta sexta-feira (6/2), com a prisão de um dos responsáveis pela confecção de armas artesanais do tipo submetralhadoras semiautomáticas. O mandado judicial foi cumprido em um prédio de alto padrão, localizado no bairro de Piatã, em Salvador.

Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular

Os depósitos instalados pelos criminosos funcionavam como uma fábrica de produção artesanal de armamentos. Segundo o delegado à frente do caso, Jean Fiuza, a quadrilha especializada comprava réplicas de airsoft e peças metálicas em sites e as transformava em armas de fogo. Para isso, usavam do conhecimento em serralheria e soldagens para substituir o mecanismo interno. Ao menos 170 submetralhadoras artesanais foram produzidas, estima a polícia. “Um dos suspeitos adquiriu cerca de 87 réplicas, outro aproximadamente 30 unidades e uma terceira investigada mais de 50, além de acessórios compatíveis com calibres de uso restrito, como o 9 mm”, frisou o delegado.

Destino final

A investigação avançou até o destino final das armas produzidas pelo grupo e identificou seu principal cliente: a facção baiana Bonde do Maluco (BDM), que passou a figurar como compradora recorrente do arsenal fabricado clandestinamente. As submetralhadoras seriam usadas para tráfico de drogas, roubos, extorsões mediante seqüestro e homicídios.

Dois investigados foram presos no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas, entre eles o principal alvo da ação, um homem de 35 anos, apontado como responsável por um dos imóveis utilizados no esquema criminoso. No mesmo endereço, uma mulher de 31 anos também foi detida. Ambos tiveram as prisões preventivas cumpridas e foram ainda autuados em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas. No local, os policiais civis apreenderam uma espingarda calibre 12 de fabricação artesanal, além de dois tabletes de maconha, reforçando a vinculação do grupo com outros crimes associados à criminalidade organizada.

Em uma casa situada no município Governador Mangabeira, no Recôncavo Baiano, a polícia apreendeu capas de coletes balísticos, rádios comunicadores, além de diversos componentes empregados na montagem de armas artesanais, como molas recuperadoras e carcaças utilizadas como base para a fabricação dos artefatos.

  • Google Discover Icon
postado em 06/02/2026 22:25
x