
Os corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas foram exumados nesta segunda-feira (23/2), em Guarulhos, na Grande São Paulo, para dar início à criação do Jardim BioParque Memorial Mamonas. Trinta anos após o acidente aéreo que marcou a história da música brasileira, as famílias decidiram pela cremação dos restos mortais, que serão transformados em um espaço ecológico e permanente de homenagem à banda.
O anúncio foi feito nas redes sociais da banda em conjunto com as famílias e com o BioParque. No comunicado, o projeto foi apresentado como uma forma de “transformar a memória em permanência”. Segundo o texto, o memorial nasce como um gesto coletivo de amor, respeito e gratidão, tanto aos familiares quanto aos fãs e à cidade de Guarulhos.
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O memorial será implantado no Cemitério Primaveras, onde os integrantes estavam sepultados. A maior parte das cinzas permanecerá nos túmulos, que seguirão abertos à visitação. Uma pequena fração de espaço será utilizada para nutrir cinco árvores que comporão o jardim, localizado atrás dos jazigos, permitindo que fãs continuem frequentando o local de forma simbólica e afetiva.
A proposta integra o conceito do BioParque, iniciativa pioneira no Brasil que une homenagem póstuma, sustentabilidade e preservação ambiental. O processo utiliza as cinzas da cremação junto a sementes de espécies nativas, com acompanhamento técnico contínuo, criando um ciclo simbólico.
Além da homenagem aos Mamonas Assassinas, o espaço será aberto à comunidade. Moradores de Guarulhos poderão plantar árvores em memória de seus entes queridos, ampliando o caráter coletivo do memorial. “É um espaço para acolher memória, luto, afeto e continuidade”, reforça o comunicado.
A criação do Jardim BioParque Memorial Mamonas acontece às vésperas dos 30 anos da tragédia, registrada em 2 de março de 1996, e propõe uma nova forma de ressignificar o luto, como informa a assessoria, "em vez da lógica da perda, se transforma a despedida em permanência e legado".
*Estagiária sob supervisão de Paulo Leite

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