A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (11/2), a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro nacional. Na ação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nos municípios de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina, com apoio da Delegacia de Polícia Federal em Itajaí.
Durante o cumprimento de um dos mandados, em um apartamento em Balneário Camboriú, um dos ocupantes do imóvel arremessou pela janela uma mala contendo dinheiro em espécie no momento em que os policiais chegavam ao local. O montante foi recuperado pela equipe. Além do dinheiro, os agentes apreenderam dois veículos de luxo e dois aparelhos celulares.
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As ordens judiciais foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.
A Operação Barco de Papel apura supostas irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição recentemente liquidada pelo Banco Central. De acordo com a PF, entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria investido cerca de R$ 970 milhões no banco.
Na segunda fase da operação, deflagrada anteriormente, o ex-presidente da RioPrevidência, Deivis Marcon Antunes, foi preso na terça-feira (3/2), em Itatiaia (RJ). Ele foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal em Volta Redonda e, posteriormente, encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro para prestar depoimento. Após os procedimentos de polícia judiciária, foi inserido no sistema prisional do estado, onde permanece à disposição da Justiça.
A prisão contou com o apoio da Delegacia Especial da PF no Aeroporto Internacional de Guarulhos (DEAIN) e da Polícia Rodoviária Federal.
As investigações seguem em andamento para apurar a responsabilidade dos envolvidos e o possível prejuízo aos cofres públicos.
*Com informações da Agência Brasil
