FISCALIZAÇÃO RODOVIÁRIA

PRF apreende 763 toneladas de drogas e detém mais de 41 mil pessoas em 2025

Além do recorde de 719 toneladas de maconha interceptadas, balanço anual registra 6.044 mortes em rodovias federais e a aplicação de 10,2 milhões de autos de infração

No esforço de fiscalização, a PRF abordou 5,48 milhões de pessoas e fiscalizou 4,67 milhões de veículos -  (crédito: Divulgação / PRF)
No esforço de fiscalização, a PRF abordou 5,48 milhões de pessoas e fiscalizou 4,67 milhões de veículos - (crédito: Divulgação / PRF)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apresentou o balanço operacional de 2025 nesta terça-feira (10/2), em que destaca a saída de circulação de 719 toneladas de maconha e 44,3 de cocaína em todo o território nacional. Além disso, a PRF efetuou a detenção de 41.396 pessoas, sendo 37.263 homens e 4.133, mulheres.

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Em paralelo, a segurança viária registrou números críticos: foram 72.483 acidentes de trânsito, que resultaram em 83.483 feridos e 6.044 mortes em rodovias federais ao longo do ano passado.

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A série histórica das apreensões de drogas mostra uma atuação concentrada em rotas estratégicas. O Paraná lidera o ranking de apreensão de maconha com 287,9 toneladas, seguido pelo Mato Grosso do Sul, com 268,7 toneladas.

Já no caso da cocaína, o MS ocupou primeiro lugar com 13,7 toneladas, seguido pelo Mato Grosso com 7,4t. A rodovia BR-163 lidera os confiscos de maconha e cigarro e a BR-262, de cocaína.

Além das drogas ilícitas, a PRF interceptou: 48,3 milhões de maços de cigarro (Paraná liderando com 26,3 milhões); 1.134 armas de fogo (com foco no Rio de Janeiro, com 114 unidades) e 59.135 munições (MT com 17.131 unidades); além de 39.367 m³ de madeira e 213,6 kg de ouro.

Paralelamente, em 2025 a polícia rodoviária conseguiu recuperar 7.924 veículos, sendo a maioria deles automóveis (2.494), seguidos por motocicletas (1.782) e veículos de carga (441). O Rio foi o estado com maior índice de recuperação (1.115 veículos). No combate ao roubo de carga, foram registradas 594 ocorrências de roubo, 760 de furto e 314 de saques.

Entre os motivos que levaram às mais de 41 mil prisões, se destacam: cumprimento de mandados de prisão (5.260); receptação (4.443); adulteração veicular (4.333); tráfico de drogas (3.880); e embriaguez ao volante (3.643).

No esforço de fiscalização, a PRF abordou 5,48 milhões de pessoas e fiscalizou 4,67 milhões de veículos. Foram realizados 3,58 milhões de testes de alcoolemia, que resultaram em 51.025 autos de infração motoristas que dirigiam sob efeito de álcool. Ao todo, a coorporação lavrou 10,2 milhões de autos de infração e prestou auxílio a 144.461 usuários.

As rodovias com maior número de acidentes e óbitos foram a BR-101 (13.009 sinistros e 761 mortes) e a BR-116 (11.010 sinistros e 708 mortes). Minas Gerais foi o estado com o maior volume de acidentes (9.559), seguido por Santa Catarina (8.184).

Quanto às causas de morte no trânsito, o balanço aponta que os tipos de sinistro mais letais foram atropelamento de pedestre (1.863 mortes) e colisão frontal (919 mortes). Ao mesmo tempo, as principais causas de morte foram a ausência de reação do condutor (958 mortes), seguida por transitar na contramão (855 mortes).

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postado em 10/02/2026 18:12
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