O Tribunal Regional Federal da 3ª Região reverteu a condenação de 8 anos e 3 meses do humorista Léo Lins por piadas discriminatórias. A decisão, que ainda pode ser alvo de recurso, foi tomada por 2 votos a 1. O comediante havia sido condenado por um vídeo publicado no YouTube em 2022, gravado em um especial de comédia, em que ele ofende negros, idosos, obesos, portadores de HIV, homossexuais, indígenas, nordestinos, evangélicos, judeus e pessoas com deficiência.
Com a absolvição, a Justiça também cancelou uma multa de R$ 303.600,00 por danos morais coletivos. Nas redes sociais, em referência à fumaça branca em eleições do Papa, Lins comemorou a absolvição. "Este foi o momento exato que eu soube desta grande noticia para a Liberdade de Expressão no Brasil", escreveu.
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Em agosto de 2023, quando a veiculação do vídeo do comediante foi suspensa por decisão judicial, a publicação tinha mais de três milhões de visualizações. À época da condenação do humorista, em maio de 2025, a Justiça defendeu que as piadas, mesmo em ambiente de “diversão ou recreação”, reforçam estereótipos e estimulam o preconceito. O vídeo foi classificado como um instrumento de propagação de discurso de ódio travestido de humor. Além disso, a disponibilização do material na internet e a "grande quantidade de grupos sociais atingidos" foram fatores que a Justiça Federal considerou para aplicação da pena ao comediante.
*Com informações da Agência Estado
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