
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) divulgou, durante coletiva nesta quarta-feira (4/3), que houve redução de 39% de área queimada no território nacional em 2025 na comparação à média dos oito anos anteriores (2017 a 2024).
Segundo dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ), no Pantanal, a queda foi de 91%; na Amazônia, de 75%; na Mata Atlântica, 58%; e no Pampa, 45%. O Cerrado foi o bioma que menos melhorou, com regressão de 7%, já a Caatinga foi o único ecossistema que piorou o quadro, com aumento de 3%.
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Para a ministra Marina Silva, os resultados decorrem da execução dessa nova governança, que vem sendo desenvolvida desde 2023 com base na ciência e tem como eixo central a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF).
Entre as medidas anunciadas para enfrentar os incêndios em 2026 está a portaria que declara emergência ambiental por risco de incêndios florestais em áreas vulneráveis, assinada no fim de fevereiro pela ministra. A norma identifica áreas em risco de incêndios em todo o país e os períodos de maior vulnerabilidade para viabilizar a contratação emergencial de brigadistas federais. A medida orienta ações preventivas e amplia a capacidade de resposta e mobilização dos órgãos ambientais.
A titular da pasta pontuou que a redução do desmatamento nos últimos três anos foi decisiva para a queda da área queimada no país no ano passado. Em 2025 na comparação a 2022, o declínio foi de 50% na Amazônia e 32% no Cerrado, segundo o sistema Prodes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
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O secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, afirmou que a ação integrada entre os diferentes níveis de governo, o setor privado e a sociedade civil são fundamentais e que a eficiência da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo depende da identificação e da ação imediata.
Ele salientou ainda que essa visão integrada foi essencial na elaboração da portaria, que orienta as áreas e os períodos ao longo do ano em situação de maior risco. Ele acrescentou que é necessário que a “sociedade esteja informada e preparada”, pois a medida oferece orientações para uma atuação preventiva.
*Estagiário sob a supervisão de Carlos Alexandre de Souza
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