
Um homem, de 44 anos, acusado de planejar um ataque que resultou na morte de 25 detentos na cadeia pública de Ponte Nova (MG), na Zona da Mata, em 2007, foi preso na última quarta-feira (4/3).
O criminoso estava foragido desde 2013, é considerado de alta periculosidade e, segundo a polícia, está ligado a uma facção criminosa que ficou conhecida após o episódio “massacre da cadeia de Ponte Nova”.
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Após trabalho integrado do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e da Polícia Militar, ele foi localizado em uma residência em Sabará (MG), na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Segundo a equipe do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (ROTAM) da PMMG, durante a abordagem, o foragido tentou enganar os policiais apresentando um documento falso. Contra ele, havia três mandados de prisão em aberto.
Em 2013, o homem foi condenado a 11 anos e nove meses por tentativa de homicídio, que motivou sua prisão inicial. No entanto, no intervalo do julgamento, ele conseguiu fugir do tribunal e, desde então, era procurado. O acusado também tem uma condenação de seis anos e quatro meses por tráfico e formação de quadrilha.
Agora, a pena a ser cumprida é de 15 anos e nove meses.
Relembre o caso
O crime aconteceu no dia 23 de agosto de 2007, quando o homem foi preso juntamente com os irmãos dele, integrantes da "Gangue dos Barões" - um dos grupos que disputavam pontos de tráfico na cidade. Na ocasião, a gangue simulou uma rebelião usando armas de fogo, facas e lâminas, com o objetivo de assassinar os presos de um grupo rival que estavam em outra cela.
O ataque resultou em um incêndio provocado pela queima de colchões, que terminou na morte de 25 detentos carbonizados. O caso gerou repercussão nacional na época.

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