MEDICAMENTOS

"Não há soberania em saúde sem capacidade tecnológica", afirma Padilha

Segundo o ministro da Saúde, o Brasil está assumindo o domínio tecnológico de toda a cadeia de produção, desde o princípio ativo até o produto final entregue aos pacientes

A declaração ocorreu durante a assinatura de um acordo para a produção nacional do imunoterápico pembrolizumabe, medicamento de alta complexidade utilizado no tratamento de câncer -  (crédito: Reprodução / Guilherme Santana/MS)
A declaração ocorreu durante a assinatura de um acordo para a produção nacional do imunoterápico pembrolizumabe, medicamento de alta complexidade utilizado no tratamento de câncer - (crédito: Reprodução / Guilherme Santana/MS)

Rio de Janeiro (RJ) - Em participação remota durante um evento realizado no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu de forma enfática a necessidade de o Brasil alcançar a soberania em saúde por meio do fortalecimento de sua base tecnológica e produtiva. A declaração ocorreu durante a assinatura de um acordo para a produção nacional do imunoterápico pembrolizumabe, medicamento de alta complexidade utilizado no tratamento de câncer.

Segundo Padilha, o Brasil está assumindo o domínio tecnológico de toda a cadeia de produção, desde o princípio ativo até o produto final entregue aos pacientes. "Essa iniciativa não beneficia apenas o país, mas projeta o Brasil como um polo fornecedor para toda a região", afirmou o ministro.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Saúde como eixo de desenvolvimento

O ministro destacou que, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a saúde deixou de ser vista estritamente como uma política social e passou a ser considerada um eixo central do desenvolvimento econômico e da inovação tecnológica. "Não há soberania em saúde sem base, não há acesso sem capacidade tecnológica", disse Padilha, lembrando que a dependência de centros tecnológicos externos foi um gargalo crítico evidenciado pela pandemia da covid-19.

Padilha reforçou que o SUS, ao atender mais de 200 milhões de pessoas, não é apenas um sistema de atendimento, mas também o maior mercado de saúde do planeta, capaz de impulsionar a demanda tecnológica. Para ele, a escala do sistema público brasileiro atrai investimentos e parcerias internacionais, promovendo inovação e geração de empregos qualificados no país.

Cooperação internacional e desafios climáticos

Além da produção de medicamentos, o ministro mencionou a liderança do Brasil na Coalizão Global do G20 para produção local e regional, iniciativa que busca reduzir a dependência do Sul Global em relação a grandes centros tecnológicos. Ele também relacionou a inovação em saúde aos desafios da crise climática, enfatizando a necessidade de adaptar unidades de saúde e desenvolver produtos voltados às populações mais vulneráveis a desastres ambientais.

Ao encerrar sua participação no evento, Padilha criticou posturas negacionistas que comprometem a proteção da população e a cooperação internacional. "Enquanto alguns apostam no isolamento, nós apostamos na união e no diálogo", concluiu, reafirmando o compromisso do governo com o desenvolvimento da ciência e o acesso democrático às tecnologias de ponta.

*A repórter viajou a convite da MSD

  • Google Discover Icon
postado em 26/03/2026 18:32
x