PARAÍBA

Consulado é acionado para localizar família da médica francesa morta na PB

Principal suspeito do crime, o companheiro dela, foi localizado morto um dia depois, em circunstâncias ainda investigadas

A Polícia Civil da Paraíba acionou o consulado da França no Brasil para localizar familiares da médica francesa Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, assassinada em João Pessoa. O corpo da vítima foi encontrado carbonizado dentro de uma mala na última semana. O principal suspeito do crime, o companheiro dela, Altamiro Rocha, foi localizado morto um dia depois, em circunstâncias ainda investigadas.

De acordo com o delegado Thiago Cavalcanti, responsável pelo caso, o consulado já foi comunicado e informou que caberá à família da vítima contratar um advogado para dar início ao processo de traslado do corpo para a França. “Após encontrarem os familiares, será necessário formalizar um advogado para tratar do traslado”, afirmou o delegado ao g1.

Segundo reportou o portal, Chantal Etiennette Dechaume era médica aposentada e mantinha um relacionamento com Altamiro Rocha desde o período da pandemia. Após se aposentar, mudou-se para o Brasil, embora ainda não esteja claro desde quando residia em João Pessoa.

Segundo as investigações, o corpo da vítima foi encontrado na quarta-feira (11/3), no bairro de Manaíra. A polícia aponta que ela foi morta dentro do apartamento onde vivia com o companheiro. Após o crime, Altamiro teria colocado o corpo em uma mala e pedido a um homem em situação de rua que ateasse fogo no objeto. A Polícia Civil, de acordo com o g1,  onfirmou, no sábado (14/3), que identificou o homem suspeito de incendiar a mala, mas ele ainda não foi localizado. 

Já o corpo de Altamiro Rocha foi encontrado no dia seguinte à descoberta do crime. Ele estava decapitado e com as mãos amarradas. Conforme a polícia, havia uma lesão profunda no pescoço, sem outros ferimentos aparentes. 

A principal linha de investigação aponta para possível envolvimento de integrantes de uma facção criminosa. A hipótese é que o assassinato do suspeito tenha sido uma reação à repercussão do caso e à intensificação da presença policial na região. 

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