INVESTIGAÇÃO

Operação prende liderança do TCP dentro de centro religioso no Rio

Sem disparar um tiro, Polícia Civil desarticula núcleo operacional ligado ao Complexo da Maré que tentava dominar comunidades em Vargem Grande

A ação foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF) nas comunidades do Pombo Sem Asa e do Guandu, sem confrontos -  (crédito: Reprodução)
A ação foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF) nas comunidades do Pombo Sem Asa e do Guandu, sem confrontos - (crédito: Reprodução)

Polícia Civil deteve, nesta sexta-feira (3/4), um homem identificado como peça central na estrutura do Terceiro Comando Puro (TCP) na Zona Oeste do Rio. A ação foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-BF) nas comunidades do Pombo Sem Asa e do Guandu, sem confrontos.

O suspeito foi localizado dentro de um centro religioso e preso sem resistência, após trabalho de inteligência e monitoramento. Contra ele havia mandado de prisão preventiva por envolvimento com organização criminosa e tráfico de drogas.

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TCP avança sobre Vargem Pequena e Vargem Grande

Segundo as investigações, o detido respondia pela segurança armada do TCP nas regiões de Vargem Pequena e Vargem Grande, apoiando o domínio territorial da facção em áreas que até recentemente estavam fora da influência do tráfico. Sua atuação incluía a consolidação de pontos de venda de drogas, o controle da circulação de moradores e a cobrança ilegal de taxas a comerciantes.

O preso fazia parte do núcleo operacional ligado a Gabriel da Silva Alves, o “GB”, apontado como uma das principais lideranças do TCP e que comanda ações criminosas a partir do Complexo da Maré. Na estrutura local, o detido era responsável pela gestão do tráfico e pela manutenção do controle armado nas áreas ocupadas pelo grupo.

As apurações também indicam que a expansão do TCP na região ocorre em meio a uma disputa violenta com facções rivais, gerando seguidos episódios de instabilidade. Nesse contexto, a organização passou a adotar práticas associadas a milícias, como a exploração clandestina de serviços e a cobrança sistemática de taxas extorsivas.

Líder comunitária foi assassinada após se opor ao grupo

Um dos episódios mais graves registrados durante esse avanço territorial foi o assassinato de Frauzenete Soares da Silva, liderança comunitária conhecida por resistir à atuação do TCP na comunidade Novo Palmares, em Vargem Pequena. Depois do crime, o filho dela passou a receber ameaças, foi expulso da comunidade e teve seus bens tomados por integrantes da facção. 

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Por Tupi
postado em 04/04/2026 10:50 / atualizado em 04/04/2026 10:51
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