POLÍTICA HABITACIONAL

Minha Casa, Minha Vida: novas regras facilitam a compra da casa própria

Programa aumenta teto de financiamento e faixas de renda para até R$ 13 mil: saiba quem tem direito e como conseguir juros mais baixos

As mudanças ampliam o alcance para imóveis de até R$ 600 mil e famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. -  (crédito: Ricardo Stuckert/PR)
As mudanças ampliam o alcance para imóveis de até R$ 600 mil e famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. - (crédito: Ricardo Stuckert/PR)

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil iniciam, nesta quarta-feira (22/4), o financiamento de imóveis com as novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). As mudanças ampliam o alcance para imóveis de até R$ 600 mil e famílias com renda mensal de até R$ 13 mil.

As alterações elevam os limites de renda e de valor dos imóveis em todas as faixas, facilitando a compra de unidades maiores ou mais bem localizadas com juros abaixo dos praticados no mercado.

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As novas regras devem favorecer principalmente a classe média, que enfrentava restrições devido aos juros elevados e às limitações do programa. O governo federal estima que ao menos 87,5 mil famílias brasileiras sejam beneficiadas com taxas mais baixas.

Entenda o que muda

Os novos limites de renda foram ajustados para cada faixa do programa:

  • Faixa 1: passou de R$ 2.850 para até R$ 3.200

  • Faixa 2: passou de R$ 4.700 para até R$ 5.000

  • Faixa 3: passou de R$ 8.600 para até R$ 9.600

  • Faixa 4: passou de R$ 12.000 para até R$ 13.000

Uma família com renda entre R$ 4.700,01 e R$ 5 mil, que antes se enquadrava na faixa 3 com juros de 8,16% ao ano, agora migra para a faixa 2, com taxas de 7% ao ano.

Leia também: Lula cobra ministro por atraso em plano habitacional para classe média

O valor máximo dos imóveis financiados também aumentou, permitindo o acesso a unidades de maior padrão:

  • Faixas 1 e 2: de R$ 210 mil a R$ 275 mil, a depender da localidade

  • Faixa 3: de R$ 350 mil para até R$ 400 mil

  • Faixa 4: de R$ 500 mil para até R$ 600 mil

Ou seja, com o mesmo salário, uma família pode adquirir um imóvel melhor ou precisar de uma entrada menor, pois o crédito se tornou mais acessível.

Quais são os efeitos das mudanças?

A atualização das faixas inclui cerca de 31,3 mil famílias na faixa 3 e outras 8,2 mil na faixa 4. A medida ocorre em um cenário desafiador para a classe média.

Sem acesso ao MCMV, essas famílias enfrentavam juros elevados nos financiamentos, com a taxa Selic em 15% durante boa parte do ano passado e atualmente em 14,75%. "Pessoas que estavam logo acima da faixa de corte do programa agora passam a ser incluídas", afirma.

O teto de acesso ao programa saltou de R$ 8 mil para R$ 13 mil em menos de um ano. Até abril de 2025, o limite de renda era de R$ 8 mil. Em maio, foi criada a faixa 4, para rendas de até R$ 12 mil, e as mudanças de abril de 2026 ampliaram o teto para R$ 13 mil.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 22/04/2026 06:45 / atualizado em 22/04/2026 06:50
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