Durante a encenação da Paixão de Cristo realizada no sábado (28/3), em Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre, uma cadela invadiu o palco e permaneceu ao lado do ator que interpretava Jesus justamente no momento em que ele era castigado, como se tentasse protegê-lo. O vídeo viralizou nas redes sociais e acabou levando ao reencontro do animal com a família, que o procurava desde as enchentes de 2024, no Rio Grande do Sul.
Durante o espetáculo, a cachorrinha chamou a atenção ao se posicionar próxima ao ator principal. Mesmo com a movimentação dos demais integrantes da peça, ela não se afastou e acompanhou a cena até o fim.
Veja o vídeo:
Após a apresentação, o animal foi acolhido e teve fotos divulgadas nas redes sociais em busca de um lar. Com a repercussão, a cadela acabou sendo adotada pelo farmacêutico Marcelo Muller, de 26 anos. Na nova casa, recebeu o nome de Luna e se adaptou rapidamente à convivência com a família.
No entanto, dias depois, a aposentada Nair Cezimbra, de 68 anos, foi surpreendida ao chegar em casa. “Minha cunhada perguntou se ia ter churrasco para comemorar a volta da minha filha. Eu não entendi. Quando vi o vídeo, desconfiei na hora que aquela poderia ser a Pulguéria", disse, em entrevista ao Jornal NH.
O marido dela, Laerte Cezimbra, de 73 anos, também não teve dúvidas. “Eu disse: ‘é ela’. Mesmo nas imagens de longe, dava para reconhecer”, afirmou.
Segundo a família, a cadela se perdeu durante a enchente e, desde então, nunca mais havia sido vista. “Procuramos em abrigos de São Leopoldo, Novo Hamburgo e outras cidades, mas não encontramos. Tem gente nas redes sociais dizendo que abandonamos, mas não foi isso. A gente saiu de casa e não conseguiu voltar por causa da água”, relata a filha do casal, Cristiane Cezimbra, de 43 anos.
A família, então, entrou em contato com o homem que havia adotado o animal e ela retornou para casa neste fim de semana.
Segundo Nair, o retorno da cadela tem um significado especial, principalmente para o marido, que enfrentava problemas de saúde e sentia falta do animal. “Ela sempre foi muito companheira dele. Ele entrou em depressão, sonhava com ela. Foi uma bênção, um presente de Páscoa.”
