O ator Stênio Garcia recorreu à Justiça e à polícia para tentar recuperar um apartamento em Ipanema, na Zona Sul do Rio. O imóvel é alvo de uma disputa familiar que envolve a ex-mulher e as filhas.
Segundo informações divulgadas pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo, e confirmadas em documentos judiciais, o ator entrou com uma notícia-crime alegando que os direitos sobre o imóvel não estariam sendo respeitados. O apartamento foi transferido para as filhas, mas Stênio Garcia manteve o direito vitalício de utilizá-lo e de receber os valores do aluguel. Na prática, isso significa que embora as herdeiras sejam as proprietárias formais, o ator continua com a prerrogativa de morar no imóvel ou lucrar com a locação enquanto viver.
De acordo com a defesa, representada pelo advogado Luiz Mantovani, esse acordo não está sendo cumprido. A petição encaminhada às autoridades pede que os ocupantes deixem o imóvel, sob risco de medidas legais mais severas.
Paralelamente, o ator também move uma ação de despejo na esfera cível para reaver a posse do apartamento. No entanto, um pedido de decisão liminar para desocupação imediata acabou negado pela Justiça, o que mantém a situação em andamento sem resolução imediata.
O imóvel, adquirido ainda na década de 1980, está localizado em uma das regiões mais valorizadas da cidade e tem valor estimado em cerca de R$ 2 milhões. Atualmente, segundo a defesa, ele estaria sendo ocupado pela ex-mulher do ator, Clarice Jacy Piovesan, há alguns anos.
Ainda conforme o processo, o apartamento havia sido alugado anteriormente, sem o conhecimento direto de Stênio Garcia, e os valores não teriam sido repassados a ele. Diante disso, a defesa também pediu apuração sobre a possível participação de terceiros, incluindo uma imobiliária, na gestão do imóvel.
No processo, o ator afirma que a disputa tem impacto em sua condição financeira. Desde que se afastou da televisão, ele passou a depender exclusivamente da aposentadoria, o que teria motivado a tentativa de retomar o controle sobre o bem.
O ator ainda relata que não mantém contato com as filhas desde 2023, período em que o conflito judicial teve início. A situação está sendo acompanhada pela Comissão do Idoso da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro, que monitora possíveis violações de direitos.
A disputa segue em análise tanto na esfera cível quanto criminal e ainda não há decisão definitiva sobre o destino do imóvel. A ex e as filhas não se pronunciaram até a última atualização desta reportagem.
* Estagiária sob supervisão de Roberto Fonseca
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