Imigração ilegal

Empresária presa pela PF diz ter experiência em soltar imigrantes

Maria Helena, sogra do governador de Goiás, é suspeita de chefiar esquema ilegal de migração para os EUA

A empresária Maria Helena de Sousa Netto Costa, sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela, foi presa na quinta-feira (7/5), em Goiânia, durante a Operação Travessia, da Polícia Federal -  (crédito: Reprodução/Redes Sociais)
A empresária Maria Helena de Sousa Netto Costa, sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela, foi presa na quinta-feira (7/5), em Goiânia, durante a Operação Travessia, da Polícia Federal - (crédito: Reprodução/Redes Sociais)

A empresária Maria Helena de Sousa Netto Costa, sogra do atual governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), foi presa na quinta-feira (7/5), em Goiânia, durante a Operação Travessia, da Polícia Federal (PF), suspeita de chefiar um esquema de migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos. Segundo áudios obtidos com exclusividade pela “TV Anhanguera”, a investigada afirmava ter experiência em retirar imigrantes ilegais presos em território norte-americano. “Os meninos foram presos. Eu consigo tirá-los. Tiro, sempre tiro”, diz em uma das gravações.

Segundo a investigação da PF, Maria Helena é suspeita de liderar um dos cinco grupos criminosos investigados na operação, que atuaram entre 2018 e 2023 promovendo a entrada irregular de brasileiros em território norte-americano. Somente o grupo chefiado por ela movimentaria R$ 45 milhões, segundo a polícia.

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Além disso, os áudios também fazem referência ao caso de um homem de Rondônia que teria contratado os serviços da organização para entrar ilegalmente nos Estados Unidos. Em outra gravação, Maria Helena orienta a mulher do homem a não pressionar os chamados “coiotes”, que são os responsáveis por atravessar imigrantes pela fronteira do México com os EUA, para evitar que ele fosse entregue às autoridades migratórias.

As investigações apontam que a empresária mantinha contato direto com os coiotes, organizava passagens aéreas e intermediava a contratação de advogados em casos de detenção de imigrantes. A PF afirma ainda que os grupos estruturavam toda a logística da viagem, desde a saída do Brasil até a travessia da fronteira norte-americana, passando por países da América Central, como México e Panamá.

A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e sete de prisão preventiva em Goiás e no Amapá. Segundo a PF, ao menos 477 brasileiros foram levados ilegalmente aos EUA, mas o número pode ultrapassar 600 vítimas.

Em nota, a defesa de Maria Helena afirmou que recebeu “com surpresa” as medidas cautelares e considerou desnecessária a prisão preventiva decretada pela Justiça.

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postado em 08/05/2026 16:15
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