
*São Paulo (SP) — O Centro-Oeste é a região do Brasil que registrou a maior variação de preços de passagens rodoviárias nos últimos 12 meses, ou seja, de abril de 2025 a abril de 2026. Ao mesmo tempo, a região é a que menos vende passagens nos últimos 8 anos e meio, mesmo com aumento de compras entre 2024 e 2025.
De acordo com levantamento realizado pela ClickBus, o Centro-Oeste apresentou alta de +8,2% na variação dos preços das passagens. O número é o maior entre as cinco regiões do país. O responsável por apresentar a menor variação é o Sul.
No recorte de tempo coberto pelo Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB), lançado nesta quinta-feira (14/5), de 8 anos e 5 meses (dezembro de 2017 a abril de 2026), o Centro-Oeste é, ainda, a região com menor índice de crescimento no número de passagens vendidas no país. São 43,3%. Está logo atrás do Sul, com 48,6%. Em seguida, estão Norte (61,5%), Sudeste (64,3%) e Nordeste (66,1%).
Em entrevista ao Correio, o CEO da ClickBus, Phillip Klien, afirma que a variação de preços no Centro-Oeste faz parte de números que ainda são estudados pela empresa. Componentes, além disso, de um levantamento recém-lançado. No entanto, há fatores relevantes, como a venda de assentos em seções exclusivas.
“Os números são até novos para nós, também. Mas existem fatores. Por exemplo, a adoção de classes mais premium. Em algumas viações, os ônibus estão mudando para ofertar assentos mais exclusivos, como leito e semileito. E esses preços já são maiores do que as classes executiva e convencional. No entanto, ao mesmo tempo, o leito e o semileito têm alternância baixa nos valores. Mas, de qualquer forma, só de você mudar uma cadeira de tipo, você eleva o preço”, constatou.
“Outros fatores relevantes são naturais da economia. Vemos fatores como o aumento do diesel. Determinadas empresas, por causa de regimes como o ICMS, ou da própria natureza da frota, acabam sendo necessárias adaptações a situações macroeconômicas de forma mais repentina, do que, por exemplo, pode acontecer ao nível nacional. Por isso temos algumas discrepâncias em determinadas regiões”, acrescentou.

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