SAÚDE

Cannabis medicinal: mulheres mais velhas lideram o consumo no Brasil

Mulheres com entre 45 e 64 anos de idade são o maior público do medicamento. Entre os principais motivos para uso estão distúrbios do sono e ansiedade

Blis Data observou o tratamento de mais de sete mil mães em todos os estados e no DF, dentro de uma base original de 70 mil usuários -  (crédito: Reprodução/Freepik)
Blis Data observou o tratamento de mais de sete mil mães em todos os estados e no DF, dentro de uma base original de 70 mil usuários - (crédito: Reprodução/Freepik)

As mulheres com entre 45 e 64 anos de idade são o principal público do mercado de cannabis medicinal no Brasil. As estatísticas fazem parte de um estudo produzido pelo maior banco de dados de usuários de cannabis da América Latina, a Blis Data, em homenagem ao mês das mães.

A pesquisa revelou que 28,2% das pacientes têm entre 55 e 64 anos. As de 45 a 54 anos correspondem a 27,2% do total. Em percentuais menores estão as 35-44, com 18,7%, e as com mais de 65 anos, com 16,3%. Já entre as mulheres mais novas, 18-34, esse número cai para 9,6%.

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A Blis Data observou o tratamento de mais de sete mil mães em todos os estados e no DF, dentro de uma base original de 70 mil usuários. As regiões Sudeste e Sul são as com maior concentração de pacientes, de 81,3%. Apenas no Sudeste, esse número é 61%. O Nordeste, Centro-Oeste e Norte correspondem a cerca de 20%.

Principais sintomas

Dentro do recorte das mães, mais de 60% delas usam a substância para tratamentos associados ao sono (28,9%), dor crônica (16,3%), ansiedade (14,9%) e depressão (9,2%). Outros distúrbios comuns entre as usuárias são a fibromialgia, enxaqueca, estresse pós-traumático, menopausa, artrose/artrite e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Segundo a pesquisa, a maior parte dessas mulheres são empregadas (79,9%), relatam fazer atividades físicas (75,1%), usam medicamentos alopáticos (73%) e dizem sentir cansaço matinal (71,2%).

Para acessar a medicação, cerca de 40% das mulheres importam o produto individualmente, 33% compram em farmácias, e 25% os recebem de associações sem fins lucrativos. Além disso, mais de 50% dizem nunca terem usado cannabis antes de ter acesso ao tratamento prescrito.

*Estagiária sob a supervisão de Victor Correia

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postado em 27/05/2026 15:19
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