
Morreu, nesta sexta-feira (29/5), o filósofo francês Edgar Morin, aos 104 anos. A morte foi confirmada pela Multiversidad Mundo Real Edgar Morin, instituição internacional responsável por difundir o conhecimento do pesquisador, sediada no México. Ainda não há informações sobre a causa da morte.
"Com profundo respeito e gratidão, lamentamos o falecimento de Edgar Morin, um pensador universal, mestre da complexidade e guia humanista para nossa comunidade acadêmica. Seu trabalho perdurará em cada esforço para reconectar o conhecimento, compreender a condição humana e pensar o mundo a partir de uma perspectiva integrativa", escreveu a instituição.
Nascido em 1921, em Paris, na França, Morin escreveu mais de 30 livros. Entre eles, está Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro, produzido em parceria com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
Além disso, o francês atuou na Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial. Foi voz ativa na luta contra os nazistas na França. O nome Morin, inclusive, foi adotado enquanto vivia na clandestinidade. O sobrenome de batismo do pesquisador é Nahoum. Era, também, pesquisador emérito do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS, em português, Centro Nacional de Pesquisa Científica), segundo maior instituto de pesquisa do mundo.
A morte do antropólogo e sociólogo também foi lamentada por pessoas no Brasil. Em nota, o Centro de Estudos e Pesquisa Edgar Morin, afirmou: "Com muita tristeza, comunicamos o falecimento de nosso querido amigo, mestre e presidente de honra, Edgar Morin". Nas redes sociais, Pedro Jacobi, professor do (IEE) Instituto de Energia e Meio Ambiente da Universidade de São Paulo (USP), também lamentou. "É uma notícia muito triste! Uma referência importante na minha vida acadêmica", escreveu.
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A historiadora e antropóloga, Lilia Schwarcz, foi outra a deixar homenagem nas redes. "Ele até atravessou o século que lhe foi dado viver como um cometa. Ele era filósofo, sociólogo, participou da resistência francesa durante a Segunda Guerra tendo combatido o nazismo, e, ao longo de sua trajetória intelectual e política, tornou-se também um crítico firme do stalinismo e de todas as formas autoritárias de poder. Dedicou sua vida a combater uma das maiores ilusões da modernidade: a ideia de que o mundo pode ser compreendido por partes isolada", registrou.

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