LUTO

Morre Edgar Morin, filósofo francês, aos 104 anos

Pesquisador emérito do CNRS, segundo maior instituto de pesquisa do mundo, Morin também era antropólogo e sociólogo

Edgar Morin escreveu 60 livros e desenvolveu o conceito do pensamento complexo -  (crédito:  G. Garitan/Wikipedia)
Edgar Morin escreveu 60 livros e desenvolveu o conceito do pensamento complexo - (crédito: G. Garitan/Wikipedia)

Morreu, nesta sexta-feira (29/5), o filósofo francês Edgar Morin, aos 104 anos. A morte foi confirmada pela Multiversidad Mundo Real Edgar Morin, instituição internacional responsável por difundir o conhecimento do pesquisador, sediada no México. Ainda não há informações sobre a causa da morte. 

"Com profundo respeito e gratidão, lamentamos o falecimento de Edgar Morin, um pensador universal, mestre da complexidade e guia humanista para nossa comunidade acadêmica. Seu trabalho perdurará em cada esforço para reconectar o conhecimento, compreender a condição humana e pensar o mundo a partir de uma perspectiva integrativa", escreveu a instituição. 

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Nascido em 1921, em Paris, na França, Morin escreveu mais de 30 livros. Entre eles, está Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro, produzido em parceria com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). 

Além disso, o francês atuou na Resistência Francesa durante a Segunda Guerra Mundial. Foi voz ativa na luta contra os nazistas na França. O nome Morin, inclusive, foi adotado enquanto vivia na clandestinidade. O sobrenome de batismo do pesquisador é Nahoum. Era, também, pesquisador emérito do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS, em português, Centro Nacional de Pesquisa Científica), segundo maior instituto de pesquisa do mundo. 

A morte do antropólogo e sociólogo também foi lamentada por pessoas no Brasil. Em nota, o Centro de Estudos e Pesquisa Edgar Morin, afirmou: "Com muita tristeza, comunicamos o falecimento de nosso querido amigo, mestre e presidente de honra, Edgar Morin". Nas redes sociais, Pedro Jacobi, professor do (IEE) Instituto de Energia e Meio Ambiente da Universidade de São Paulo (USP), também lamentou. "É uma notícia muito triste! Uma referência importante na minha vida acadêmica", escreveu.

A historiadora e antropóloga, Lilia Schwarcz, foi outra a deixar homenagem nas redes. "Ele até atravessou o século que lhe foi dado viver como um cometa. Ele era filósofo, sociólogo, participou da resistência francesa durante a Segunda Guerra tendo combatido o nazismo, e, ao longo de sua trajetória intelectual e política, tornou-se também um crítico firme do stalinismo e de todas as formas autoritárias de poder. Dedicou sua vida a combater uma das maiores ilusões da modernidade: a ideia de que o mundo pode ser compreendido por partes isolada", registrou. 

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postado em 29/05/2026 20:42
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