HANTAVÍRUS

Padilha diz que casos de hantavírus não têm relação com de cruzeiro

Segundo o ministro, o país registra atualmente sete casos, número considerado dentro da média histórica nacional, que varia entre 38 e 45 ocorrências anuais

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (11) que os casos de hantavírus registrados no Brasil não têm relação com o recente surto identificado em um navio de cruzeiro na Europa. Durante coletiva de imprensa, o ministro classificou como “desinformação” os boatos que circulam nas redes sociais sobre uma suposta nova pandemia da doença.

Segundo Padilha, o país registra atualmente sete casos de hantavírus, número considerado dentro da média histórica nacional, que varia entre 38 e 45 ocorrências anuais. O ministro ressaltou que o cenário epidemiológico brasileiro permanece sob controle e afastou qualquer risco de disseminação semelhante ao episódio europeu.

"O hantavírus não é um vírus desconhecido, é um vírus conhecido por todos nós, diferente da Covid-19, que foi um vírus que surgiu com infecção humana. No Brasil, a gente chega a ter entre 38, 40, 45 casos por ano. Nesse momento, nós temos 7 casos por Hantavírus que não tem qualquer relação com o hantavírus do Cruzeiro, nem a cepa", afirmou Padilha.

“O Brasil nunca registrou circulação da cepa andina, identificada nesse surto do cruzeiro. A gente sempre teve casos de outras cepas”, declarou. De acordo com ele, a variante detectada na Europa é típica da região dos Andes e possui uma característica considerada incomum entre os hantavírus: a possibilidade de transmissão entre humanos.

Padilha destacou ainda que o sistema de vigilância sanitária brasileiro dispõe de capacidade técnica para identificar rapidamente as variantes em circulação no país. No Brasil, explicou o ministro, a principal forma de contágio ocorre pela inalação de partículas provenientes de fezes e urina de roedores silvestres que funcionam como reservatórios do vírus.

O ministro também citou o posicionamento da Organização Mundial da Saúde, que não considera o episódio registrado no cruzeiro como um evento com potencial pandêmico global. Segundo ele, as autoridades sanitárias espanholas adotaram protocolos adequados para conter eventuais riscos de transmissão entre passageiros.

"A OMS não considera risco de pandemia o que aconteceu nesse surto específico no Cruzeiro (...). [A Espanha decidiu] seguir a ciência: temos protocolo para isso, receber da melhor forma possível, acolheram essas pessoas. Isso é a melhor forma, inclusive, da gente poder acompanhar o que aconteceu naquele surto, estancar, bloquear qualquer risco de maior transmissão e esclarecer definitivamente o ocorrido", ressaltou o ministro.

As declarações foram feitas durante cerimônia de lançamento de um edital do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), em parceria com o Ministério das Comunicações. A iniciativa prevê ampliar a conectividade em cerca de 3,8 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS), com prioridade para regiões remotas do país.

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