O Brasil alcançou, em 2024, o patamar de muito alto desenvolvimento humano pela primeira vez na história, segundo apontou o relatório Radar IDHM, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), publicado nesta terça-feira (26/5).
Responsável por analisar o IDH-M (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) do Brasil de 2012 a 2024, a pesquisa é a primeira do tipo emitida em mais de uma década. No período destacado, o índice nacional foi de 0,744 para 0,805. Dessa forma, não apenas lançou o país ao maior número da série, como o colocou na faixa de muito alto desenvolvimento humano.
O IDH-M brasileiro é formado por três dimensões, as mesmas do IDH Global. São elas: longevidade, educação e renda. O índice em questão é uma combinação entre a oportunidade de viver uma vida longa e saudável, do acesso ao conhecimento e de um padrão de vida com a garantia de necessidades básicas. Para ser formada, a pesquisa foi adaptada ao contexto brasileiro. Por isso, não é possível fazer uma comparação entre IDH-M nacional e IDH Global.
Desigualdade entre brancos e negros diminui, mas segue marcante
A desigualdade entre pessoas brancas e negras no Brasil diminuiu. No entanto, ainda é significativa. No campo de raça e gênero, o patamar cai para alto desenvolvimento humano entre negros e mulheres. A distância foi de 14% para 9% no período.
A pesquisa registrou crescimento do IDH-M maior em relação à população negra (10,3%), do que para a branca (5,5%). O índice entre brancos foi de 0,804 em 2012 para 0,851 em 2024. Entre negros, foi de 0,694 para 0,774.
Há, no entanto, uma inconsistência para o Brasil em outras dimensões. Apesar de ter alcançado o nível de muito alto desenvolvimento, o país contou com outro resultado no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal Ajustado à Desigualdade (IDHMAD).
A nação saiu do status de baixo desenvolvimento humano em 2012, segundo o relatório, para médio desenvolvimento humano em 2024. Segundo apontou a pesquisa, o desenvolvimento humano brasileiro ainda está distante de uma parcela da população que não é representada pela média.
Além disso, quanto o IDHM ajustado à renda do trabalho, as mulheres obtiveram maior desvantagem em todos os anos avaliados. O índice ajustado dos homens saiu de 0,737 para 0,802. O das mulheres, enquanto isso, foi de 0,736 para 0,798.
Em relação aos resultados estaduais, todas as unidades federativas do Brasil chegaram ao posto de alto ou muito alto desenvolvimento humano em 2024. Das 27 totais, 9 tiveram IDH-M superior ao do Brasil, incluindo todos os estados de Sul e Sudeste.
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