
No segundo dia do julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e de Monique Medeiros, a investigação sobre a morte do menino Henry Borel trouxe relatos detalhados sobre o comportamento do casal após o crime. O delegado Edson Henrique Damasceno, responsável pelo caso na época, afirmou que os dois tentaram sustentar uma narrativa falsa para esconder as agressões sofridas pela criança.
Segundo informações do g1, o policial disse no tribunal que a investigação desmontou a versão apresentada inicialmente pelos acusados, que alegavam um acidente doméstico. Para a polícia, as lesões encontradas no corpo de Henry eram incompatíveis com qualquer queda da cama, explicação repetida mais de uma vez por Monique durante episódios anteriores envolvendo o filho.
Damasceno relatou que o caso chegou à delegacia cercado por suspeitas, mas as inconsistências nos depoimentos chamaram atenção logo no início das apurações. O delegado afirmou que Jairinho teria tentado impedir que o corpo do menino fosse encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), buscando que a morte fosse registrada ainda no hospital.
De acordo com ele, o ex-vereador teria conversado com um alto funcionário da unidade de saúde para evitar a perícia. O pedido, porém, não foi aceito, e o corpo acabou sendo levado ao IML, onde exames identificaram ferimentos graves que reforçaram a linha de investigação da polícia.
Durante o depoimento, o delegado também afirmou que Monique tinha conhecimento das agressões sofridas por Henry antes da morte do menino. Segundo ele, mesmo diante dos sinais de violência, ela teria mantido a versão de que Jairinho possuía uma boa relação com a criança.
A investigação ainda recuperou mensagens trocadas entre Monique e pessoas próximas ao convívio da família, incluindo a babá de Henry. As conversas revelariam um episódio ocorrido semanas antes da morte da criança, quando o menino teria sido levado à força para um quarto por Jairinho.
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Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que Henry saiu do cômodo mancando e reclamando de dores na cabeça. Segundo o delegado, o menino demonstrava medo do padrasto e chegou a pedir para que a mãe voltasse para casa enquanto ela estava fora.
As informações extraídas dos celulares e os relatos de testemunhas ajudaram a reforçar a suspeita de agressões recorrentes antes da morte da criança, ocorrida em março de 2021.

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