
O Instituto Adolfo Lutz informou, nesta segunda-feira (1/6), que não foi detectado material genético do vírus ebola na amostra do paciente internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo. Durante a investigação, exames laboratoriais confirmaram resultado positivo para meningite meningocócica.
O paciente esteve recentemente na República Democrática do Congo e apresentou sintomas compatíveis com a definição de caso suspeito para febres hemorrágicas virais. Antes de ser transferido para o Instituto Emílio Ribas, foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde apresentou febre alta e exames inconclusivos para malária. Ao chegar à unidade de referência, encontrava-se em estado grave, com diarreia, desorientação e rápida piora clínica, sendo necessária a intubação.
Segundo o Ministério da Saúde, o risco de transmissão da doença no Brasil e na América do Sul é considerado baixo. "O país dispõe de protocolos de vigilância, assistência e resposta para a identificação, investigação e manejo oportuno de casos suspeitos", diz a pasta.
No Rio de Janeiro, outro caso suspeito acendeu alerta das autoridades e também foi investigado. Trata-se de um viajante proveniente de Uganda, hospedado no bairro de Vila Isabel, que apresentou quadro de calafrios, tosse e diarreia. O paciente está sob cuidados do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).
Durante a investigação, exames laboratoriais confirmaram resultado positivo para malária. No domingo (31/5), análises realizadas a partir de amostras de saliva e urina apresentaram resultado negativo para ebola. Os exames foram conduzidos pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e a amostra de sangue segue em análise. A possibilidade de confirmação da doença após resultados iniciais negativos é considerada muito baixa.

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