PCC

Justiça torna Deolane Bezerra ré por organização criminosa

Presa no interior de São Paulo desde maio, influenciadora é investigada por suposta ligação com o PCC

Pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Deolane Bezerra foi negado pelo Ministério Público.  -  (crédito: Leco Viana/Estadão Conteúdo)
Pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Deolane Bezerra foi negado pelo Ministério Público. - (crédito: Leco Viana/Estadão Conteúdo)

*Letícia Passos

A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra virou ré pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro para a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi proferida pelo juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª vara de Presidente Venceslau (SP) nesta quinta-feira (18/6). 

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Além da advogada, também tornaram-se réus:

  • Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior;
  • Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho;
  • Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola;
  • Paloma Sanches Herbas Camacho. 

Segundo a denúncia, que partiu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco), Deolane recebia valores provenientes da renda ilícita da organização criminosa. 

Ainda de acordo com o documento, o dinheiro também era distribuído entre Everton de Souza e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinhos de Marcola, igualmente apontados como pessoas de confiança dos líderes do PCC. 

Conforme o texto, os dados obtidos a partir das quebras de sigilo fiscal e bancário confirmam a existência de mecanismos de ocultação e dissimulação dos valores provenientes de atividades ilícitas, bem como sua reintegração ao sistema econômico formal, com o propósito de conferir aparência de legalidade aos recursos.

Prisão 

Deolane Bezerra está presa no Complexo Penal Feminino de Tupi Paulista desde o dia 21 de maio. A defesa da advogada realizou um pedido para que ela fosse transferida para uma Sala de Estado-Maior ou tivesse a prisão preventiva substituída por prisão domiciliar.

Entretanto, o pedido foi negado pelo Ministério Público, que reiterou que a ré possui condições de permancer na unidade. Embora Deolane possua uma filha de 12 anos, esse não foi um critério considerado pela decisão.

O MP reforçou ainda que a prisão domiciliar não é concedida em casos de organização criminosa, que atua por meio de violência.

  • Google Discover Icon
postado em 18/06/2026 13:45
x