Move Summit

André Mendonça diz que Brasil precisa de líderes com propósito

Ministro do STF afirma que século XXI carece de grandes lideranças e defende integridade, coragem e humildade

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirmou nesta segunda-feira (8/6) que o Brasil precisa de líderes capazes de transformar a sociedade por meio do exemplo, da integridade e do compromisso com causas coletivas. A declaração se deu durante o Influência que Move Summit Brasília, um evento promovido pela Race Comunicação em parceria com a Faculdade Presbiteriana Mackenzie para discutir comunicação, liderança e influência corporativa.

Em sua fala, Mendonça citou Martin Luther King, Madre Teresa de Calcutá e Mahatma Gandhi como os três maiores líderes do século XX. Segundo ele, embora não tenham exercido liderança por meio de cargos eletivos ou do poder econômico, os três foram capazes de influenciar gerações por adotarem um modelo de “liderança servidora”, voltado mais para servir do que para serem servidos.

“O século XXI está carente de grandes líderes”, afirmou o ministro. Para ele, os exemplos deixados por essas personalidades ajudam a compreender quais características serão necessárias para as lideranças do futuro.

Ao longo da apresentação, Mendonça destacou sete atributos que considera essenciais para pessoas em espaço de lideranças: propósito, coerência, integridade, visão, coragem, sabedoria e humildade. Segundo ele, grandes líderes defendem uma causa que vai além de interesses individuais e são capazes de dedicar suas vidas à transformação da realidade das pessoas.

O ministro também fez uma reflexão sobre a busca por poder e reconhecimento. Ao mencionar a própria trajetória no serviço público, ele afirmou que alcançar posições de destaque não representa, necessariamente, a realização plena de uma pessoa.

“Tenho certeza de uma coisa: o propósito da existência humana não está no poder financeiro, não está no poder político, não está no poder institucional”, disse.

Outro ponto enfatizado por Mendonça foi a importância da coerência entre discurso e prática. Segundo ele, líderes precisam demonstrar, na vida cotidiana, os mesmos valores que defendem publicamente. “Precisa haver correspondência entre aquilo que se fala e aquilo que se faz”, afirmou.

Para o ministro, a influência verdadeira é construída pelo exemplo e não apenas pela retórica. "O Brasil espera os grandes líderes do século XXI”, pontuou.

Influência além das redes sociais

O debate foi retomado pelo jornalista, psicólogo e teólogo, Fábio William, que também participou do evento. Ele defendeu que a influência mais poderosa não é aquela que muda opiniões momentaneamente, mas a que transforma comportamentos de forma duradoura.

“As pessoas são menos influenciadas por discursos do que por exemplos”, afirmou. Segundo ele, a credibilidade de líderes, instituições e profissionais está diretamente ligada à coerência entre suas falas e suas ações.

Pesquisa aponta crescimento da influência

Além disso, durante o encontro, o CEO e fundador da Race Comunicação, Rogério Artoni, apresentou resultados da pesquisa global Influence Insights, realizada em 40 países. De acordo com o levantamento, 90% dos entrevistados consideram a influência importante ou extremamente importante, enquanto 70% acreditam que ela será ainda mais relevante nos próximos três a cinco anos.

Artoni também destacou o impacto das redes sociais e da inteligência artificial na formação de opiniões e na construção de reputações, defendendo o uso responsável dessas ferramentas.

Mais Lidas