
O Instituto Butantan informou nesta segunda-feira (8/6) que a vacinação contra a dengue já está interrompida, de forma preventiva, seguindo orientação do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão tem como objetivo permitir uma reavaliação da estratégia vacinal e garantir a segurança da população. O anúncio oficial foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Segundo o instituto, a suspensão ocorre após o registro de alguns casos de reações adversas entre os cerca de 500 mil vacinados. Desses casos, três apresentaram sinais de gravidade e estão sendo investigados para determinar se possuem ou não relação com a aplicação da vacina.
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Padilha destacou que “não existem dados suficientes para estabelecer uma causalidade entre a vacina e esses casos”, mas afirmou que os episódios representam um sinal de alerta que justifica a interrupção temporária da aplicação.
Por nota, o Instituto Butantan informou que a imunização estava sendo aplicada em profissionais de saúde. “No momento, profissionais de saúde estavam sendo vacinados. A orientação ocorre em razão de alguns casos de reação adversa detectados, três deles com sinal de gravidade, em um universo de aproximadamente 500 mil vacinados, que podem ou não estar relacionados à vacinação. A medida visa garantir a segurança da população nas próximas etapas da vacinação”, diz o texto.
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O instituto ressaltou que continuará colaborando com o Ministério da Saúde e com a Anvisa, fornecendo dados sobre a vacina, realizando novos estudos e acompanhando o trabalho de farmacovigilância dos imunizados.
Butantan defende eficácia da vacina
A instituição destacou ainda que a vacina apresentou eficácia global de 79,6% e proteção de 89% contra casos graves da doença em estudo publicado em revista científica internacional.
O Butantan destacou que, “nos três municípios onde houve vacinação em massa da população — Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG) — o acompanhamento de farmacovigilância se mostrou positivo, sem casos importantes de reação adversa na população”.
Por fim, a entidade afirmou que continuará “aprofundando as investigações para confirmar a segurança do imunizante e possibilitar a retomada da vacinação pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”.
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