A Apple anunciou nesta quinta-feira (25/6) um aumento nos preços de diversos produtos no Brasil, incluindo MacBooks e iPads. A decisão acompanha um movimento global da empresa diante da alta dos custos de componentes eletrônicos, especialmente os chips de memória usados em computadores, tablets e servidores de inteligência artificial.
Entre os reajustes está o MacBook Neo, modelo de entrada da marca. A versão com 256 GB passou de cerca de R$7,3 mil para R$8,5 mil no mercado brasileiro. Já o iPad Air registrou um dos maiores saltos de preço, chegando perto dos R$10 mil em sua versão inicial de 11 polegadas.
Segundo a empresa, o aumento acontece porque a indústria de tecnologia enfrenta uma pressão inédita nos custos de memória e armazenamento. Nos últimos meses, a expansão acelerada da inteligência artificial elevou a demanda por grandes centros de dados, que consomem enormes quantidades desses componentes. Com isso, fabricantes passaram a direcionar parte da produção para atender empresas do setor de IA, reduzindo a oferta para produtos eletrônicos tradicionais.
Em comunicado divulgado internacionalmente, a Apple afirmou que vinha absorvendo os aumentos para evitar repassá-los aos consumidores, mas que chegou a um ponto em que isso não seria mais possível. A empresa classificou o cenário atual como “um dos maiores aumentos de custos de componentes já vistos pela indústria”.
A situação chama atenção porque a Apple costuma ser considerada uma das empresas mais eficientes na gestão de sua cadeia de fornecedores. Mesmo assim, não conseguiu escapar dos efeitos da escassez de memória que vem afetando fabricantes de eletrônicos em todo o mundo.
O que ficou mais caro
Os reajustes atingiram diferentes linhas da marca. Além do MacBook Neo e do iPad Air, modelos do MacBook Air, MacBook Pro e iPad Pro também tiveram aumentos expressivos. Em alguns casos, os preços subiram entre 15% e 25%, dependendo da configuração escolhida.
Outros produtos, como HomePod, Apple TV e alguns computadores de mesa da empresa, também entraram na lista de aumentos em mercados internacionais.
E o iPhone?
Por enquanto, os smartphones ficaram de fora da nova rodada de reajustes. A Apple manteve os preços da linha iPhone, considerada a principal “fonte de receita” da companhia. A expectativa é que outras fabricantes também enfrentem dificuldades para manter os preços atuais, o que pode tornar notebooks, tablets e outros eletrônicos ainda mais caros até o fim do ano.
*Estagiária sob supervisão de Paulo Floro.
