OPERAÇÃO EXCHANGE

PF antecipou operação após sanções dos EUA contra PCC, diz diretor-geral

Andrei Rodrigues confirmou que ofensiva contra lavagem de R$ 10,4 bilhões foi antecipada. Alvo ligado a criptoativos está foragido

Até o momento, sete pessoas foram presas e um dos investigados segue foragido, segundo a Polícia Federal -  (crédito: Andressa Anholete/Agência Senado)
Até o momento, sete pessoas foram presas e um dos investigados segue foragido, segundo a Polícia Federal - (crédito: Andressa Anholete/Agência Senado)

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (3/7) que a corporação antecipou a deflagração da Operação Exchange após a decisão dos Estados Unidos de classificar e sancionar suspeitos de integrar uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

"A classificação alterou nossa ação. Não posso entrar em detalhes operacionais, por conta do sigilo da investigação. Mas de fato, se não houvesse essa classificação (dos EUA), acredito que o desfecho teria sido outro e nós teríamos localizado ele", disse Rodrigues em café com jornalistas, referindo-se ao empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada — o “Japa” —, sócio da empresa Victory Trading.

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Ele é apontado como elo-chave entre o PCC e o sistema financeiro internacional e está foragido.

A ofensiva mobilizou mais de 50 agentes federais para o cumprimento de 11 mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão. As ordens judiciais, expedidas pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo, foram cumpridas na capital paulista e nas cidades de Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba.

Até o momento, sete pessoas foram presas. Entre os detidos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira — conhecida como “Lara Croft” —, apontada como secretária e intermediária na coleta de vultosas quantias em dinheiro para a rede.

Diante da magnitude financeira do esquema, a Justiça determinou o sequestro recorde de até R$ 10,4 bilhões em bens, valores e criptoativos dos investigados. Para pulverizar os recursos, o grupo utilizava uma estrutura composta por mais de 70 empresas, além de realizar transferências ilícitas de ativos digitais e o transporte de dinheiro em espécie.

De acordo com o governo dos Estados Unidos, Shimada teria lavado mais de US$ 30 milhões (aproximadamente R$ 156 milhões), utilizando criptomoedas e o sistema bancário norte-americano para transferir os valores ao Brasil em nome da facção criminosa.

 

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postado em 03/07/2026 13:00 / atualizado em 03/07/2026 13:00
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